
Mogadíscio - O ministro de Segurança Interna da Somália, Omar Hashi Aden, morreu ontem em um atentado suicida contra o hotel em que estava hospedado na região central do país.
Segundo fontes oficiais, o ataque também matou o ex-embaixador somali na Etiópia Abdi Karim Lakanyo, e mais 18 pessoas.
As primeiras informações são de que um terrorista suicida detonou uma bomba no Hotel Medina da cidade de Beledweyne, cerca de 350 quilômetros ao norte da capital Mogadiscio.
Aden, ministro no gabinete transitório liderado pelo presidente Sharif Sheikh Ahmed, estava hospedado no estabelecimento com outros funcionários do governo.
Mas, segundo declarações do prefeito de Beledweyne, Yousef Ahmed Hagar, o atentado foi cometido por três homens que entraram de carro no hotel momentos antes da explosão.
Até o momento, ninguém assumiu a autoria do atentado. Mas vários grupos islâmicos, com apoio de combatentes estrangeiros, tentam derrubar o governo de Sheikh Ahmed, líder da Aliança para a Nova Libertação da Somália e eleito presidente pelo Parlamento somali em 31 de janeiro.
O ministro Aden era uma peça importante na ofensiva do governo contra os militantes, que controlam grande parte do sul do país e tentam impor uma versão rígida da lei Islâmica à nação africana.
Desde 8 de maio, quando estes grupos iniciaram uma ofensiva contra o Executivo, mais de 400 pessoas morreram em episódios de violência e 117 mil fugiram de suas casas.
Nações ocidentais, alguns dos vizinhos da Somália e o próprio governo temem que, se o caos persistir, mais combatentes estrangeiros se unirão à "guerra santa dos extremistas, aumentando os problemas na região.



