Um homem foi morto pela polícia de Montreal, no Canadá, nesta quarta-feira, depois de atirar a esmo contra estudantes na lanchonete de uma escola, informaram fontes policiais. Pelo menos 20 pessoas teriam ficado feridas no tiroteio, 6 delas em estado grave. As vítimas foram encaminhadas para hospitais da região com ferimentos na cabeça, no abdômen, no peito, nas pernas e braços.
- Um suspeito foi neutralizado - disse Ian LaFreniere, porta-voz da polícia.
Os disparos aconteceram na lanchonete do Dawson College, no centro de Montreal, a segunda maior cidade do Canadá. A escola tem cerca de 10 mil alunos, de 16 a 19 anos. As TVs mostraram alunos fugindo em pânico do campus e uma poça de sangue nos degraus de acesso ao prédio.
- Eu pude vê-lo disparar várias vezes. Corri para uma sala de aula. Era como em um filme - disse o aluno Michael Boyer à TV CBC. - Ele tinha menos de seis pés de altura (1,80m), mas não pude ver seu rosto, estava completamente coberto - afirmou.
- Sair por uma saída de emergência e ver a polícia e a Swat correndo e dizendo "Onde está o cara?" e segurando as armas... Palavras não descrevem como isso deixa assustado - disse o estudante.
Boyer contou que o atirador usava uma farda preta e portava o que parecia ser um rifle.
- Eu ouvi pelo menos 20 tiros - disse.
Robert Soroka, que dá aulas na faculdade, disse que estava no quarto andar quando ouviu os disparos. Correu imediatamente pelo corredor e disse aos outros professores que mantivessem os alunos nas salas e fechassem as portas.
- Esta poderia ser uma situação péssima, se acontecesse cinco minutos depois, quando os alunos estariam saindo das salas durante o intervalo - afirmou.
Segundo Soroka, o incidente começou às 12h45m (13h45m em Brasília) e os tiros continuaram por meia hora. Ele também disse ter ouvido pelo menos 20 disparos.
- Foi chocante naquela época e é chocante agora - disse Soroka, referindo-se ao ataque na Escola Politécnica.Atirador disparou sem aviso
Segundo testemunhas, o atirador estava todo vestido de preto, tinha um rosto "gélido" e abriu fogo sem avisar. Ele tria começado o ataque fora da escola, entrado pela porta da frente e continuado a atirar lá dentro.
- Ele não disse nada. Tinha o rosto gélido como pedra, não havia nada em seu rosto, ele não gritou nenhum slogan nem nada. Ele só começou a disparar. Era um assassino a sangue frio - disse o estudante Soher Marous.
Uma jovem disse, chocada, que havia saído para fumar com amigos quando o ataque começou.
- Tinha um cara andando com um sobretudo preto e botas pretas enormes, com esse corte de cabelo maluco e uma enorme arma. Ele estava descendo [a rua] em plena luz do sol com a arma - ninguém disse nada a ele - e aí começou a atirar - contou ela à emissora CBC.
- Ele atirou nas pessoas bem ao nosso lado. Todo mundo estava correndo, nós nos escondemos nos arbustos, havia destroços voando das balas que caíam ao nosso lado. Vimos todo tipo de gente sendo baleada do lado de dentro - contou.
A moça disse que o atirador era branco, cerca de 20 anos, e parecia um "esterótipo, com o longo casaco preto e cheio de tachas, piercings, coisas assim".
O aluno Soher Marous estava saindo quando o homem entrou.
- Eu estava na porta da frente e vi esse cara com sobretudo e botas do Exército, e ele tinha um fuzil de duas coronhas. Eu o vi abrir fogo - paf, paf, paf - e aí todo mundo começou a correr - relatou ele à CBC.
- Corremos para a porta da frente e ele veio atrás de nós. Ele estava alguns metros atrás - disse Marous, que contou ainda ter tentado alertar outros alunos ao fugir.
Outro aluno, Michael Boyer, disse que estava no corredor esperando uma aula quando viu o pânico.
Marous afirmou que ficou sem ação ao ver o incidente e que só se salvou porque um amigo insistiu que ele corresse.
- Na verdade é difícil, naquela situação, reagir como se deve. Eu fiquei hesitando, nunca tinha ouvido um tiroteio antes, não sei o que é isso.



