
Houston Um homem armado invadiu ontem um prédio da agência espacial americana (Nasa) em Houston (Texas) e matou um funcionário antes de se suicidar. Outra funcionária que estava sob poder do atacante foi libertada sem ferimentos.
O suspeito foi descrito como um homem de 50 anos, alto, loiro e vestido com jeans. Ele invadiu o prédio e se isolou no segundo andar do edifício 44 do complexo espacial, segundo a rede de tevê americana CNN. A polícia afirmou que o refém foi morto com um tiro na cabeça, provavelmente nos primeiros momentos do ataque.
É o segundo ataque a chocar os Estados Unidos nesta semana, após um estudante matar 32 pessoas antes de se suicidar no câmpus na Universidade Técnica da Virgínia (Virginia Tech) na última segunda-feira. Foi o pior massacre em um câmpus universitário na história dos Estados Unidos.
A tragédia na Nasa se une ao luto que já havia tomado os EUA nesta sexta-feira. Por todo o país, foram realizadas cerimônias de homenagem não apenas pelas vítimas do massacre em Virginia Tech mas também pelo aniversário da tragédia na escola Columbine. Há oito anos, dois adolescentes mataram 13 pessoas antes de se suicidarem em Columbine, no Colorado.
Vias de acesso no centro de 650 hectares foram bloqueadas durante o cerco policial no centro da Nasa.
Uma escola secundária próxima ao centro da Nasa havia recebido recomendações para trancar as portas e não deixar ninguém entrar ou sair, mas os portões foram abertos para permitir a saída dos cerca de seus cerca de 1.200 estudantes.
A segurança normalmente é rígida no centro da agência especial, e cartões de identificação são necessários para o acesso aos prédios. A Nasa se negou a especular sobre como uma pessoa armada pode ter entrado no local.
Após uma orientação para permanecerem dentro dos prédios, funcionários de outros edifícios do centro receberam permissão para sair. A permissão foi dada antes de ser divulgada a notícia do suicídio.
O Centro Espacial Johnson abriga centrais de controle de várias missões da Nasa. O centro foi inaugurado em 1961 e conta com 3.000 empregados, a maioria deles engenheiros e cientistas.



