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Repressão

Ativista russa é morta após sequestro na Chechênia

Natalya Estemirova na capital chechena: sem medo de investigar | AFP
Natalya Estemirova na capital chechena: sem medo de investigar (Foto: AFP)

Moscou - Uma importante ativista russa que investigava sequestros, assassinatos e outros abusos aos direitos humanos na Chechênia foi morta a tiros ontem e encontrada numa estrada com ferimentos à bala na cabeça horas depois de ter sido levada.

Quatro homens colocaram Natalya Estemirova dentro de um carro em Grozny, a capital chechena. Testemunhas ouviram quando ela gritou que estava sendo sequestrada, disse Oleg Orlov, presidente do grupo de direitos humanos Memorial, para o qual Estemirova trabalhava.

Seu corpo foi encontrado numa estrada da Ingushetia, que faz fronteira ao oeste com a Chechênia, não muito longe da principal cidade da região, Nazran, disse Orlov. Ela tinha dois ferimentos à queima-roupa em sua cabeça, segundo a porta-voz do Ministério do Interior da Ingushetia, Madina Khadziyeva.

Foi o último assassinato de um ativista dos direitos humanos na Rússia.

O crime ocorreu horas antes de uma coletiva de imprensa em Moscou na qual grupos de direitos humanos apresentaram um relatório dizendo que o primeiro-ministro Vladimir Putin e outros altos funcionários russos deveriam ser processados num tribunal internacional por crimes cometidos durante as duas guerras que devastaram a Chechênia nos últimos 15 anos.

Não está claro se a morte de Estemirova tem ligação com a divulgação do relatório, preparado por vários dos mais importantes grupos de direitos humanos russos.

Alguns dizem que ela não tinha medo. "Ela documentou as maiores violações, execuções em massa e era um contato importante para jornalistas estrangeiros e organizações internacionais", disse Tatyana Lokshina do Human Rights Watch. "Ela fez coisa que ninguém teve coragem de fazer."

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