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Ditadura

Ativistas da Nicarágua convocam protestos para dia da posse de Ortega

O ditador nicaraguense, Daniel Ortega, ao lado do ditador cubano Miguel Díaz-Canel, em evento da Alba em Havana em dezembro (Foto: EFE/ADALBERTO ROQUE)

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Várias organizações civis da Nicarágua anunciaram nesta quinta-feira (6) que farão um dia de “protesto mundial” contra o ditador do país, Daniel Ortega, que tomará posse para o quinto mandato de cinco anos - e quarto consecutivo - na próxima segunda-feira.

Em declaração pública, estas organizações informaram que promoverão este protesto, chamado “Nicarágua não tem governo nem poderes estatais legítimos”, em países onde há uma presença de nicaraguenses que se opõem a Ortega, que está no poder desde 2007.

Como parte do protesto, os opositores no país foram convidados a permanecer em suas casas no dia 10 de janeiro, o dia da posse, sob o lema: “Vou ficar em casa, não me deixou votar, não vou deixar que governe”.

Os organizadores também pediram para que os nicaraguenses se juntem “às ações de enfraquecimento econômico do regime a partir deste momento, deixando de consumir bebidas alcóolicas, cigarros e artigos de luxo nas empresas cúmplices do governo, além de economizar combustível e eletricidade e reduzir as transações bancárias”.

Na declaração, as organizações insistiram para que os cidadãos “sejam coerentes e assumam com uma só voz e em unidade a dignidade e a coragem do povo nicaraguense, que apoia o grito de 'Fora Ortega'”.

Rejeitaram também a prorrogação solicitada pelo secretário geral da Organização dos Estados Americanos (OEA), Luis Almagro, para que o governo da Nicarágua apresente um relatório sobre os seus esforços para negociar uma solução para a crise sócio-política no país.

Entre as organizações que assinaram o documento estão a Articulação de Movimentos Sociais, Movimento pela Mudança, Congressos de Unidade dos Nicaraguenses, Unidade Nica, Unidos pela Nicarágua e SOS Europa.

Com prisões de opositores e ausência de observadores, as eleições na Nicarágua, realizadas em novembro, foram consideradas ilegítimas pela maior parte da comunidade internacional.

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