Publicidade
Vandalismo

Atos violentos aterrorizam lojistas na França

Saques a lojas e retirada de mercadorias durante protestos violentos na França.
Saques a lojas e retirada de mercadorias durante protestos violentos na França. (Foto: Firas Abdullah/Agência EFE)

Ouça este conteúdo

Os protestos violentos na França, que deixaram 2 mil pessoas detidas e mais de 600 policiais e bombeiros feridos, também registrou uma onda de saques e ataques a estabelecimentos comerciais. As ações atingiram lojas, restaurantes e grifes de luxo em cidades como Paris, Marselha e Lille durante o sábado (17).

Inicialmente, jovens foram às ruas contra o aumento dos preços dos combustíveis, o custo de vida e a deterioração dos serviços públicos. Mas as manifestações rapidamente se transformaram em atos violentos: grupos de manifestantes, alguns vestidos de preto e com máscaras ou balaclavas, entraram em confronto com as forças de segurança e incendiaram veículos e edifícios.

Em Paris, vídeos publicados nas redes sociais mostram manifestantes invadindo a sede da Louis Vuitton, arrombando uma porta de ferro e usando sinalizadores para iluminar o interior do estabelecimento. Nas imagens, eles deixam o local com peças de roupa e bolsas.

As grifes Dior e Hermès também foram atacadas, depredadas e saqueadas por manifestantes mascarados. Uma loja da Sephora e uma boutique da Pyrenex foram alvo de saques, enquanto uma unidade da Hugo Boss foi incendiada no centro da cidade, de acordo com a Agência EFE.

Saques e incêndios destroem lojas e deixam comerciantes em risco

A violência também atingiu o restaurante parisiense La Barrique. Segundo relato divulgado nas redes sociais, manifestantes agrediram a proprietária e incendiaram o estabelecimento. A mulher perdeu tudo.

Em um vídeo publicado no X por um político local, uma mulher identificada como proprietária de um restaurante criticou os atos de violência e contestou o uso do termo manifestantes para descrever os envolvidos.

“Sinto muito, mas, neste momento, eu não chamaria de “manifestantes” pessoas que queimam carros, destroem estabelecimentos comerciais e atacam a propriedade alheia e outras pessoas. São criminosos”, afirmou.

Em Lyon, uma unidade da grife de roupas e acessórios Pyrenex também foi alvo de um saque violento. Um vídeo compartilhado nas redes sociais mostra a ação na área externa da loja. Segundo relatos que acompanharam as imagens, a situação saiu rapidamente do controle, e uma vendedora que estava no local precisou fugir às pressas para escapar dos invasores.

Mulher tenta barrar saques enquanto lojas são incendiadas e invadidas

A revolta também ficou evidente diante de outros estabelecimentos. Em frente a um supermercado, uma mulher tentou impedir os saques e questionou os envolvidos: “Essa não é a causa. Por que você está fazendo isso?”, gritou. Ela foi empurrada pelos saqueadores que entraram dizendo ironicamente que "fariam compras".

Em Lille, segundo a polícia, uma unidade do McDonald’s foi incendiada, enquanto uma loja da Apple foi invadida e saqueada.

Os relatos sobre os saques também foram registrados pela BBC. Uma moradora da região de Paris, identificada apenas como Maryse, descreveu a atitude dos envolvidos: “Carregavam, orgulhosos, cestas de supermercado cheias de mercadorias e riam de seus furtos”.

Use este espaço apenas para a comunicação de erros

Principais Manchetes

Receba nossas notícias NO CELULAR

WhatsappTelegram

WHATSAPP: As regras de privacidade dos grupos são definidas pelo WhatsApp. Ao entrar, seu número pode ser visto por outros integrantes do grupo.