
Josef Fritzl, o austríaco acusado de manter a filha em cárcere privado durante 24 anos e ter sete filhos com ela, foi indiciado por estupro, incesto, cárcere privado, escravidão e homicídio, informou nesta quinta-feira (13) a promotoria pública local. Segundo a promotoria de Viena, Fritzl foi acusado de homicídio porque um dos filhos que ele teve com a própria filha morreu no cativeiro.
Os promotores acreditam que a criança teria sobrevivido se Fritzl tivesse providenciado os cuidados médicos adequados. O início do julgamento do eletricista aposentado de 73 anos está previsto para o início de 2009. A filha de Fritzl, hoje com 42 anos, e vários dos filhos que ela teve com o pai foram libertados em abril e atualmente recebem acompanhamento em um local não revelado pelo governo.
A história de Fritzl chocou o mundo quando veio à tona no final do mês de abril deste ano. A polícia austríaca descobriu que ele manteve sua filha Elisabeth presa por 24 anos em um cativeiro construído no porão da própria casa, na cidade de Amstetten.
Nesse período, o austríaco teve sete filhos com Elisabeth - um morreu logo após o parto, três viviam como "adotados" na parte de cima da casa e os outros três no porão, junto com a mãe.



