
O avião experimental sem combustível, batizado de Solar Impulse, aterrissou no aeroporto de Bruxelas às 19h40 (16h40 de Brasília) de ontem em seu primeiro voo internacional. A aeronave partiu da cidade de Payerne, na Suíça, e demorou 13 horas para fazer trajeto.
"O êxito do voo em céu europeu e o pouso em um aeroporto internacional são a prova de que o Solar Impulse é um avião real e que as novas tecnologias podem reduzir nossa dependência das energias fósseis", declarou Bertrand Piccard, presidente do projeto Solar Impulse. O avião é abastecido unicamente por energia solar.
Adaptação dos pássaros às grandes cidades
Um pássaro que desejar viver em uma cidade grande precisará de um cérebro grande para sobreviver, reportaram pesquisadores suecos. Nesse novo estudo, os cientistas catalogaram o tamanho do cérebro e a massa corpórea de 82 espécies geralmente passarinhos que vivem em poleiros e as categorizaram por seu êxito, ou a falta dele, em viver em 12 cidades da Europa.
Os pesquisadores descobriram que as espécies que tinham cérebros maiores em relação ao seu tamanho corporal corvos e tentilhões, por exemplo tinham maior probabilidade de viver bem nessas cidades.
O estudo foi publicado na Biology Letters. Somente algumas espécies são capazes de sobreviver em cidades, e os autores ainda especulam que o crescimento da urbanização no mundo todo possa resultar em um declínio de longo prazo das espécies com cérebro menor.
"Os pombos são exceção. Eles têm cérebros pequenos", diz Alexei A. Maklakov, professor-assistente de biologia da evolução na Universidade de Uppsala. No entanto, o ambiente urbano fornece a eles uma aproximação de seu habitat natural, fazendo com que precisem de pouca energia intelectual para se adaptar. "São inúmeros arranha-céus que lembram as montanhas sobre as quais eles se aninham na natureza", argumenta Maklakov. "Eles não precisam inventar maneiras de encontrar comida. Aquela que nós jogamos é suficiente."
Grau de instrução influencia no envelhecimento
Uma pesquisa realizada com 400 homens e mulheres e divulgada nesta semana pela rede britânica BBC defende que pessoas com menos educação tem tendência a envelhecer mais rapidamente.
Após análises do DNA, os pesquisados sugeriram que o envelhecimento celular é mais avançado em adultos sem qualificações se comparados com aqueles que têm diploma universitário.
O estudo foi publicado na revista especializada Brain, Behaviour and Immunity. A ligação entre boa saúde e status socioeconômico já foi estabelecida em outras pesquisas. As pessoas mais pobres têm mais probabilidade de fumar, fazer menos exercícios e ter menos acesso a atendimento de saúde de boa qualidade.



