
Um grupo de oito homens assaltou um caminhão blindado, que teria entre US$ 7 milhões a US$ 10 milhões, no aeroporto de Santiago. O crime já é descrito como o maior roubo da História do Chile.
Em uma operação sofisticada, os ladrões disfarçaram-se de operários do aeroporto e entraram na zona de manobra dos aviões nacionais para abordar os funcionários de um caminhão blindado da empresa Brinks, que carregava dinheiro para aviões comerciais. A quantia ia ser enviada por via área a um banco de Copiapó, no Norte do Chile, de acordo com jornais locais.
Armados, inclusive com uma suposta metralhadora, os criminosos chegaram em um furgão e dois automóveis. Eles se aproveitaram de os empregados da Brinks estarem desarmados, já que por segurança não podem ingressar com armas nesta zona da estação aérea, e realizaram o assalto com os rostos cobertos. Depois do roubo, o grupo queimou ao menos um dos veículos utilizados.
O crime foi gravado pelas câmaras de segurança do Aeroporto Arturo Merino Benitez. As imagens mostram o momento em que o bando chegou no furgão Peugeot, modelo Boxer, ao setor onde estava o avião da empresa LAN às 16h21m. A saída do veículo ficou registrada às 16h23m. No entanto, as câmeras não captaram o momento do assalto.
De acordo com os dados da investigação, os ladrões entraram no aeroporto pela área das importações e exportações do Serviço Agropecuário, no setor nordeste do terminal.
Inicialmente, trata-se de uma cifra próxima a 4 bilhões de pesos e se percebe um alto grau de planejamento. Isso implica o levantamento de informação para poder operar e acesso à informação específica - informou o oficial encarregado pela investigação, Luis Cortés.
A imprensa local disse que a quantia roubada poderia ultrapassar os 6 bilhões de pesos (U$10,5 milhões).
A Direção Geral da Aeronáutica Civil, responsável pelo funcionamento e pela segurança do aeroporto, se dispôs a uma investigação para revisar o cumprimento dos protocolos de segurança do terminal em coordenação com as Forças Armadas.
O ministro do Interior, Rodrigo Peñailillo, acredita que se trate de um "bando altamente organizado", mas vai esperar por um resultado das investigações.
Não foi a primeira vez que o aeroporto foi alvo de ladrões. Um outro grande assalto aconteceu em abril de 2006. quando criminosos roubaram US$ 1,6 milhão na mesma área terminal de mesma empresa de segurança.



