Curitiba - Responsável por resolver quase todas as questões importantes de limites do Brasil, o Barão do Rio Branco se tornou uma espécie de herói nacional no começo do século 20. Hoje, é também um símbolo do tipo de política internacional que o Brasil adotou em relação a seus vizinhos no começo da República. José Maria da Silva Paranhos Júnior atravessou três governos e dez anos como ministro das Relações Exteriores no início da nossa República.
Entre outras façanhas, Rio Branco conseguiu incorporar ao Brasil o Acre e o Amapá, dois pedaços imensos de terra na nossa fronteira norte e que estavam há tempos sob disputa judicial. Antes de chegar ao ministério, já havia atuado na disputa contra a Argentina que garantiu parte dos territórios do Paraná e de Santa Catarina. Tudo isso sem precisar de um tiro embora a força militar do Brasil fosse lembrada oportunamente a nossos adversários.
Quando morreu, em 1912, era um nome respeitado em todo o país. Em Curitiba, dois anos após o seu falecimento, o prefeito Cândido de Abreu e o governador Carlos Cavalcanti inauguraram uma estátua do Barão, que até hoje permanece de pé, na Praça Generoso Marques.



