Publicidade
Caso aconteceu no Texas

Barriga de aluguel que rejeitou aborto tem vitória em tribunal dos EUA

Barriga de aluguel deu à luz nesta semana em meio à batalha judicial (Foto: Andre Borges/Agência Brasília)

Ouça este conteúdo

McKenna West, uma mulher que oferece serviços de barriga de aluguel, recebeu uma primeira vitória em uma batalha judicial nos EUA por recusar um aborto após a descoberta de que o bebê teria uma doença cardíaca grave, que poderia ser tratada após o nascimento.

A autora da ação tinha previsão de dar à luz em 2 de setembro, mas o bebê acabou nascendo semanas antes, nesta quarta-feira (12), segundo informou seu advogado, Lincoln Wilson, ao The Dallas Morning News. O recém-nascido, cujo nome é Gabriel, agora receberá o tratamento adequado para sua cardiopatia congênita, que pode salvar sua vida, acrescentou o defensor.

O caso na Justiça americana teve início em abril com a descoberta da síndrome da hipoplasia do ventrículo esquerdo (SHVE), quando o feto tinha 20 semanas de desenvolvimento.

Após o diagnóstico, o casal da Califórnia que contratou os serviços de West pediu que ela realizasse um aborto. O contrato de barriga de aluguel continha uma cláusula que mencionava a interrupção forçada da gravidez caso houvesse alguma "anomalia" com o bebê.

A mulher se recusou a interromper a gravidez e, em vez disso, viajou para o Texas, onde seria reconhecida como mãe biológica perante a lei estadual.

Na última terça-feira (11), sua petição foi confirmada pela Justiça. O procurador-geral do Texas, Ken Paxton, havia apresentado o documento instando os médicos a fornecerem ao bebê cuidados que salvassem sua vida logo após o nascimento, para impedir que ele fosse retirado do estado.

A ordem judicial de emergência exigiu que dois hospitais de Dallas fornecessem cuidados essenciais ao bebê, incluindo tratamento intensivo e pelo menos uma cirurgia. Em casos como o de Gabriel, o recém-nascido necessita de cirurgia quase imediatamente após o nascimento para sobreviverem.

Segundo seu advogado, o caso segue sem desfecho, visto que outra ordem judicial a proibiu de ver o bebê no momento por envolver uma controvérsia sobre direitos parentais.

Use este espaço apenas para a comunicação de erros

Principais Manchetes

Tudo sobre:

Receba nossas notícias NO CELULAR

WhatsappTelegram

WHATSAPP: As regras de privacidade dos grupos são definidas pelo WhatsApp. Ao entrar, seu número pode ser visto por outros integrantes do grupo.