
Bebês choram no idioma materno, revela estudo
Da Redação com agências
Desde seus primeiros dias de vida, os bebês choram em francês, inglês ou português, já que ao emitirem seus primeiros sons levam a marca do idioma de seus pais, afirma um estudo publicado no site da "Current Biology".
A descoberta sugere que os bebês captam elementos do que será seu idioma materno ainda na barriga da mãe.
"A descoberta mais espetacular do estudo é que os recém-nascidos humanos não são só capazes de reproduzir diferentes tons quando choram, mas preferem os tipos de sons típicos do idioma que ouviram quando feto, no último trimestre de gestação", diz Kathleen Wermke, da Universidade de Wuerzburg (Alemanha) e uma das autoras do estudo.
Segundo Wermke, ao contrário do que indicam as interpretações mais conservadoras, os resultados do estudo mostram a importância do choro para o futuro desenvolvimento da linguagem.
A equipe gravou e analisou o choro de 60 bebês saudáveis, 30 deles de famílias francesas e os outros de famílias alemãs, entre três e cinco dias após o nascimento. A análise revelou claras diferenças com base no idioma materno.
No experimento, os bebês franceses tenderam a chorar em um tom ascendente, enquanto os alemães faziam em um tom descendente, diferenças características entre os dois idiomas, como explicou Wermke.
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Cientistas desvendam o genoma do cavalo doméstico
O genoma do cavalo doméstico foi desvendado por uma equipe internacional de cientistas, segundo artigo publicado na revista Science. O genoma é o conjunto de informações hereditárias codificado no DNA. O trabalho poderá esclarecer como os cavalos foram domesticados.
Os autores da pesquisa concluíram que o DNA do cavalo tem muitas semelhanças com o DNA humano, o que pode trazer avanços para a medicina. Cavalos sofrem de mais de 90 doenças hereditárias que mostram semelhança com doenças em humanos.
Segundo Kerstin Lindblad-Toh, do Instituto Broad no Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT), em Cambridge, Estados Unidos, "cavalos e humanos sofrem com doenças semelhantes, então, ao identificar os responsáveis genéticos (pelas doenças) nos cavalos, poderemos aprofundar nosso conhecimento das doenças nos dois organismos".
Para a pesquisadora, "o sequenciamento do genoma do cavalo é um importante recurso neste sentido".
Para gerar uma sequência genômica de alta qualidade, os pesquisadores analisaram o DNA de uma égua adulta puro sangue chamada Twilight.
O DNA do cavalo foi sequenciado com o uso de uma tecnologia conhecida como sequenciamento Sanger e revelou um genoma que tem cerca de 2,7 bilhões de "letras" ou nucleotídeos.



