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Para entender

Bispo John Barres convoca fiéis para redescobrirem o legado de Fulton Sheen

Representação da fé cristã na Basílica São Pedro, no Vaticano. (Foto: Robert Cheaib / Pixabay)

O bispo de Rockville Centre, John O. Barres, publicou uma carta pastoral em preparação para a beatificação do arcebispo Fulton J. Sheen, marcada para este 24 de setembro em St. Louis. Barres, batizado pelo próprio Sheen em 1960, destaca a urgência de retomar o espírito missionário e o uso ético das tecnologias para espalhar a fé cristã no cenário contemporâneo e enfrentar os desafios do século 21.

Como o legado de Fulton Sheen influencia o uso da tecnologia na Igreja?

Fulton Sheen foi um pioneiro no uso do rádio e da televisão para a evangelização, e Barres acredita que ele teria a mesma ousadia com as ferramentas digitais de hoje. O arcebispo defendia a 'conversão missionária', que significa levar a mensagem cristã para todos os espaços, incluindo o ambiente virtual. A ideia é que tecnologias modernas, como a inteligência artificial, devem ser usadas de forma ética para servir à missão global. O alerta central, porém, é que os meios tecnológicos nunca podem substituir a importância da pessoa humana e do encontro real entre os fiéis.

O que o texto explica sobre a visão de Sheen a respeito do sacerdócio?

O arcebispo Fulton Sheen deixou escritos importantes que tratam da dignidade e dos sacrifícios da vida sacerdotal. Um dos pontos mais tocantes destacados pelo bispo Barres é a honestidade de Sheen ao reconhecer suas próprias fraquezas humanas. Ele via o padre como uma 'vítima' no sentido teológico: alguém que se une ao sacrifício de Jesus na cruz para se oferecer em favor do povo. Essa visão ajuda seminaristas e padres atuais a entenderem que a santidade é possível mesmo diante das lutas diárias, da humildade necessária e dos desafios morais enfrentados no exercício do ministério.

O que se espera da beatificação de Fulton Sheen para o futuro da comunicação católica?

A expectativa é que a beatificação em St. Louis desperte o que o bispo chama de um 'novo Pentecostes nas comunicações'. A intercessão de Sheen é vista como um impulso para que os católicos proclamem sua fé com renovada confiança, criatividade e clareza. Barres incentiva os fiéis a não terem medo de ocupar a mídia contemporânea com caridade e seriedade. O objetivo final é que o exemplo de Sheen inspire uma nova geração a usar a comunicação não apenas para informar, mas para transformar vidas, levando o Evangelho às famílias, locais de trabalho e a todo o mundo secular.

Conteúdo produzido a partir de informações apuradas pela equipe de repórteres da Gazeta do Povo. Para acessar a informação na íntegra e se aprofundar sobre o tema leia a reportagem abaixo.

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