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Reino Unido

Boris Johnson volta ao trabalho e pede a britânicos que sigam em quarentena

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O primeiro-ministro britânico, Boris Johnson, voltou a trabalhar nesta segunda-feira (27) (Foto: DANIEL LEAL-OLIVAS/AFP)

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Em seu primeiro discurso depois que voltou a comandar o Reino Unido, o primeiro-ministro Boris Johnson avaliou na manhã desta segunda-feira (27) que o país termina de passar pelo momento de auge do impacto da pandemia de coronavírus e alertou que este possa ser o período de "risco máximo", já que as pessoas passam a considerar que o pior já passou e que poderia ser a hora de afrouxamento das medidas de distanciamento social.

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Falando diretamente para os que estão sentindo os efeitos econômicos da doença, como lojistas e pessoas que dependem da continuidade do trabalho para sobreviver, o premiê pediu mais apoio para a manutenção da quarentena.

"Devemos reconhecer o risco de um segundo pico, o risco de perder o controle desse vírus e deixar a taxa voltar porque isso significaria não apenas uma nova onda de mortes e doenças, mas também um desastre econômico e seríamos forçados mais uma vez a pisar no freio em todo o país e em toda a economia e voltar a impor restrições de forma a causar danos mais duradouros", considerou.

"Eu sei que é difícil e quero que essa economia se mova o mais rápido possível, mas me recuso a jogar fora todo o esforço e o sacrifício do povo britânico e arriscar um segundo grande surto e uma enorme perda de vidas e peço que você contenha sua impaciência porque acredito que estamos chegando agora ao fim da primeira fase desta batalha", disse na frente da porta d número 10 da Downing Street, o endereço oficial do governo.

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Recuperação

Johnson esteve afastado do comando do país por 20 dias e, nos últimos deles ficou em sua casa de campo para se reabilitar da infecção por Covid-19, que o levou a ficar sete dias no hospital dos quais três em uma Unidade de Terapia Intensiva (UTI). No seu lugar estava o ministro das Relações Exteriores e Secretário de Estado, Dominic Raab. "Lamento ter estado longe por muito mais tempo do que gostaria e quero agradecer a todos que intensificaram seus trabalhos, em particular Raab, que fez um ótimo trabalho."

Considerando o surto como "o maior desafio que este país enfrentou desde a guerra" e citando sua experiência pessoal, o premiê disse que não minimizaria os problemas contínuos que estão sendo enfrentados por todos. Ele afirmou também que pode ver as consequências a longo prazo do bloqueio de forma tão clara quanto qualquer outra pessoa e enfatizou que a urgência dessas pessoas também é a urgência do governo.

"Sei o quão difícil e estressante tem sido desistir, mesmo que temporariamente, dessas liberdades antigas e básicas: não ver amigos, entes queridos, trabalhando em casa, gerenciando as crianças, se preocupar com o seu trabalho e sua empresa", citou. "Deixe-me dizer diretamente para as empresas britânicas, aos lojistas, aos empreendedores, ao setor de turismo, para todos de quem nossa economia depende: entendo sua impaciência, compartilho sua ansiedade e sei que sem o nosso setor privado, sem o impulso e o compromisso dos criadores de riqueza deste país, não haverá economia, não haverá dinheiro para pagar nossos serviços públicos, nenhuma maneira de financiar nosso NHS (como é conhecido o Sistema Nacional de Saúde)."

O primeiro-ministro destacou que, sem as medidas de distanciamento social, o impacto da doença teria sido muito maior e ele comemorou o sucesso do achatamento do pico da doença. A segunda fase da estratégia do governo para a pandemia, conforme ele, só será aplicada quando houver a certeza de que a primeira fase acabou, que os testes estão sendo feitos, que o número de mortes está caindo, que o NHS está protegido, que a taxa de infecção é baixa e que se evitará um segundo pico. "Então será a hora de passar para a segunda fase", disse, acrescentando que, mesmo assim, será preciso um esforço para continuar a suprimir a doença.

A ideia nessa ocasião, de acordo com Johnson, é começar gradualmente a abrir as restrições econômicas e sociais. Ele considerou, no entanto, que durante esse processo serão feitos julgamentos difíceis. No momento, afirmou, não é possível dizer o quão rápidas essas alterações serão feitas ou mesmo quando serão feitas.

O premiê garantiu, porém, que o governo falará mais sobre o assunto nos próximos dias. "Quero enfatizar agora que essas decisões serão tomadas com a máxima transparência possível", afirmou, encerrando o discurso avaliando que o Reino Unido emergirá deste período "mais forte do que nunca".

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