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Brasil tinha ampla fauna na era cretácia

O Oxalaia quilombensis andou pelo Maranhão há cerca de 95 milhões de anos | Divulgação
O Oxalaia quilombensis andou pelo Maranhão há cerca de 95 milhões de anos (Foto: Divulgação)

A divulgação de quatro trabalhos paleontológicos, na manhã de quarta-feira, dá a dimensão da diversidade da fauna brasileira no cretáceo – período entre 65 milhões e 145 milhões de anos atrás. Pes­­quisadores apresentaram desde o gigante Oxalaia quilombensis, maior dinossauro carnívoro já encontrado no país, na Ilha de Cajual, no Maranhão, ao pequeno lagarto Brasiliguana prudentis, descoberto em Pre­­sidente Prudente, no interior de São Paulo, a partir de uma maxila de 7 milímetros.

Os artigos foram publicados no volume 83 dos "Anais da Academia Brasileria de Ci­ên­­cia".

Da espécie espinossauro – carnívoro, com um tipo de vela nas costas –, o Oxalaia quilombensis media entre 12 e 14 metros de comprimento.

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Estudo mostra como os espermatozoides correm em direção ao óvulo

Como os espermatozoides correm em direção aos óvulos? Esse mistério da biologia parece finalmente ter sido solucionado. Duas pesquisas divulgadas na revista Nature afirmam ter encontrado o que causa essa atração. A descoberta, dizem os cientistas, poderia ajudar a solucionar alguns casos de infertilidade masculina, além de ser um passo importante para a criação de um anticoncepcional hormonal para homens.

A atração aconteceria devido a um canal de íons – uma espécie de poro das células – único dos espermatozoides, o chamado Catsper. Esse canal "sentiria’’ a presença do hormônio feminino progesterona, que é liberado por células granulosas em volta do óvulo antes da fecundação, e provocaria a entrada de átomos de cálcio nos espermatozoides. O aumento do nível de cálcio faria eles movimentarem seus flagelos (popularmente conhecidos como caudas) mais rápido.

Além de permitir o deslocamento, esse movimento é essencial para que o espermatozoide rompa a barreira gelatinosa de proteína que envolve o óvulo. Estudos anteriores já haviam mostrado um elo entre a deficiência de Catsper e a infertilidade masculina, mas a descoberta atual é o resultado mais significativo. A forma exata como o fenômeno acontece, especialmente a maneira como o hormônio feminino faz a ativação, no entanto, não foi desvendada pelas novas pesquisas.

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Uso do fogo pelo homem pode não ser tão antigo

Os cientistas concordam que o fogo ajudou a gerar uma população humana bem-sucedida e próspera pelo fornecimento de calor para cozinhar e proteger-se do frio. Porém, eles não estão de acordo sobre quando exatamente começou-se a usá-lo. Alguns pesquisadores defendem que isso ocorreu há mais de um milhão de anos, quando os primeiros humanos adentraram a Europa vindos da África, enquanto outros dizem que isso aconteceu muito mais tarde.

Agora, um novo estudo defende que os humanos não dominaram o fogo até cerca de 400 mil anos atrás. Dois arqueólogos, Wil Roebroeks da Universidade de Leiden, na Holanda, e Paola Villa, do Museu da Universidade do Colorado em Boulder, analisaram relatórios e estudos de escavações de 141 sítios arqueológicos na Europa que tinham entre 1,2 milhão e 35 mil anos.

Villa afirmou não haver evidência clara de utilização habitual do fogo até cerca de 400 mil anos atrás. Embora existam diversos sítios arqueológicos na África com evidências de fogo, estas podem ter sido de incêndios naturais ocorridos na savana.

No entanto, existem sítios na Europa com mais de 400 mil anos que apontam a presença de humanos, o mais antigo deles na Espanha, com mais de um milhão de anos. Isso significa que, mesmo com os climas de inverno europeus, os homens primitivos descobriram uma forma de sobreviver sem o calor de uma fogueira.

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