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O brasileiro Lindolfo Thibes, de 48 anos, foi condenado nesta sexta-feira (17) por um tribunal de Los Angeles a 109 anos de prisão por ter abusado sexualmente de sua filha e tido três filhos com ela.

Ele foi condenado por múltiplas acusações de estupro e outros crimes sexuais.

A filha, também brasileira, cujo nome não foi divulgado e que hoje tem 29 anos, relatou à polícia que as agressões começaram quando ela tinha seis anos e a família vivia em Los Angeles, na Califórnia.

Ela disse que Thibes, professor de artes marciais, a manteve prisioneira em casa e que monitorava seus movimentos com câmeras de segurança. Ele também a ameaçava de morte caso ela revelasse sua situação.

A acusação apresentou testes de DNA que confirmaram a versão da filha, de que seu pai é o pai de suas três filhas, com idades entre 4 e 11 anos.

O jornal "Los Angeles Times" informou que o caso veio à tona depois que a polícia atendeu a um caso de violência familiar em Las Vegas, em que um homem teria esfaqueado sua namorada.

Quando os policiais começaram a investigar, descobriram que na verdade tratava-se de era um caso de incesto que já durava duas décadas.

"Eu quero que ele morra na prisão, porque foi isso que ele fez comigo. Ele me confinou", disse ela ao jornal após o fim do julgamento.

Thibes - que está ilegalmente nos EUA desde 1982, segundo o 'LA Times'- não se declarou inocente ou culpado diante do tribunal. Ele não constituiu advogado e encarregou-se de sua própria defesa.

Ele disse ter sofrido "alucinações", questionou a legitimidade da corte e concluiu dizendo que sua condenação foi resultado de provas fraudadas e testemunhos falsos.

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