
Rio de Janeiro - Após 19 dias, o corpo do economista carioca Gabriel Buchmann, 28 anos, foi encontrado ontem em Malauí, na África. Ele estava desaparecido desde 17 de julho, quando escalava o Monte Mulanje.
Segundo a família de Buchmann, a causa da morte ainda não foi determinada. "Quem nos avisou foi o tio dele, que está na África. Mas ainda não sabemos qual é o estado do corpo, contou Maria Emília Chaves de Melo, tia do brasileiro.
O tio e a namorada do economista viajaram para Malauí após o desaparecimento, para acompanhar as buscas. Segundo os amigos, Buchmann já tinha experiência em escaladas.
O economista foi localizado pela equipe contratada para fazer buscas por terra. Outra equipe usava um helicóptero. Mais de 60 pessoas foram mobilizadas para as buscas, inclusive canadenses especializados nesse tipo de resgate.
Na terça-feira, 11 bombeiros do Rio embarcaram rumo à África para trabalhar nas buscas, mas como o corpo foi localizado, o grupo interrompeu a viagem e já está retornando ao Brasil.
Como o economista foi achado no fim do dia (no horário do país africano), não houve tempo para recolhê-lo ontem. Isso será feito hoje. O corpo será levado à sede administrativa do parque florestal onde fica a montanha. Ali, será submetido a necropsia. Depois o corpo será trazido ao Brasil para o enterro. O Ministério das Relações Exteriores informou que está auxiliando a família, mas que caberá a ela arcar com os gastos do transporte do corpo para o Brasil.
Buchmann estava viajando pelo mundo desde 31 de julho do ano passado e voltaria ao Brasil em 28 de julho último. O Malauí seria o penúltimo país visitado pelo brasileiro, que concluiu mestrado em economia na PUC-Rio e iria iniciar doutorado sobre políticas públicas de apoio a populações pobres na Universidade da Califórnia, em agosto.
Ele chegou a Malauí em 10 de julho e no dia 17 iniciou a escalada da montanha. Estava acompanhado por um guia, mas, segundo o administrador do parque onde fica a montanha, dispensou o acompanhante aos 2 mil metros de altura.



