O Congresso dos Estados Unidos foi fechado por um breve período nesta sexta-feira, enquanto a polícia vasculhava sala por sala um grande anexo de escritórios da Câmara dos Deputados, depois de relatos de tiros em sua garagem, disseram autoridades.
Não foram relatados feridos ou prisões até o momento.
- Agora, queremos errar pela precaução - disse a porta-voz da polícia Kimberly Schneider. - Vidas podem estar em risco. Se tivermos um atirador no prédio, certamente vamos encontrá-lo.
O barulho, que uma autoridade disse que também poderia ter sido provocado por fogos de artifício, foi escutado na garagem do prédio de escritórios Rayburn logo depois das 11h30 (horário de Brasília).
Muitos membros do Congresso já deixaram Washington, dando início a uma semana de recesso. A Câmara não estava em sessão e o Senado estava fechando.
Schneider disse que não houve relatos de feridos e a polícia não tinha evidências da presença de um homem armado.
As portas foram fechadas nos três grandes prédios anexos de escritórios da Câmara e as pessoas foram proibidas duas vezes de deixar ou de entrar no Capitólio.
Equipes de investigadores vasculhavam a garagem e vários andares do prédio, assim como a entrada do prédio Rayburn, onde 169 parlamentares mantêm escritórios.
O republicano Fred Upton, de Michigan, disse que sua filha de 17 anos contou sobre policiais armados andando pelo prédio Rayburn.
- Armas foram empunhadas - disse Upton.
Do lado de fora, a polícia patrulhava a rua com armas à mostra. Um esquadrão do FBI estava no local e ambulâncias e uma equipe de materiais perigosos estavam de plantão.
O republicano Jack Kingston, da Geórgia, disse que um membro de sua equipe foi levado ao hospital, mas não estava ferido.
Anteriormente, o sargento do Senado Bill Pickle disse à Reuters que a polícia investigava um relato de "tiros disparados e cheiro de fumaça". Ele mais tarde levantou a possibilidade de fogos terem sido a causa.
- Pode ter sido algo como fogos de artifício, um tipo de brincadeira.
A segurança no Capitólio e nos prédios do governo de Washington foi reforçada depois dos ataques de 11 de setembro de 2001. Os prédios que formam o Congresso foram esvaziados rapidamente e trancados diversas vezes diante de suspeitas de ameaças.
Houve um incidente com tiros em julho de 1998, quando dois guardas do Capitólio foram mortos.
O republicano Peter Hoekstra, de Michigan, e chefe do comitê de inteligência do Senado, interrompeu uma testemunha para contar, durante uma audiência aberta, as notícias de tiroteio.
- O pedido é para que todos permaneçam na sala. Por favor, fechem as portas - disse Hoekstra.



