Encontre matérias e conteúdos da Gazeta do Povo
Ameaça

Capriles promete cortar “presentes” de petróleo

Líder da oposição venezuelana propõe acabar com um dos principais acordos firmados por Hugo Chávez, de ajuda ao governo cubano

Líder da oposição Henrique Capriles durante comício em Maracaibo, onde falou para universitários | Isaac Urrutia/Reuters
Líder da oposição Henrique Capriles durante comício em Maracaibo, onde falou para universitários (Foto: Isaac Urrutia/Reuters)

Henrique Capriles, o candidato opositor à presidência da Venezuela disse que está disposto a deixar de entregar petróleo a Cuba, o que colocaria fim a um dos pactos petrolíferos mais defendidos pelo presidente Hugo Chávez, morto no último dia 5.

"Os presentes a outros países vão acabar. Não vai mais sair nenhuma só gota de petróleo para financiar o governo dos Castro", disse ontem Capriles em discurso a universitários.

Ele advertiu que, se eleito, também fechará a torneira que abastece com petróleo outros países aliados da Venezuela com condições vantajosas para os compradores..

Sob uma emaranhada rede de convênios internacionais, Caracas entrega petróleo a cerca de 20 países do Caribe, América Central e América do Sul.

Troca

Capriles enfrentará o presidente interino e herdeiro político de Chávez, Nicolás Maduro, na eleição presidencial de 14 de abril.

Caracas e Havana assinaram um convênio em 2000 sob o qual a Venezuela se comprometeu a entregar petróleo à ilha em troca da prestação de serviços médicos às populares missões empreendidas por Chávez para atender aos segmentos mais pobres da sociedade.

O convênio foi se ampliando e Cuba começou a prestar serviços em setores como mineração, esporte, eletricidade, entre outras áreas da economia.

"Castro usa os venezuelanos, usa nosso povo, para que esse governo fique rico", acrescentou Capriles.

Loucura

O líder interino da Venezuela e candidato presidencial, Nicolás Maduro, assegurou ontem que o governo vai evitar que se faça "qualquer loucura" contra o candidato da oposição, Henrique Capriles, embora tenha insistido em suas denúncias sobre supostos planos de setores da extrema-direita dos Estados Unidos.

"Esse candidato sabe que tem todas as garantias para fazer sua campanha em liberdade e que nós vamos evitar qualquer loucura contra ele. Garantimos isso, mas peço consciência e apoio de todo o povo da Venezuela porque essa gente faz cálculos macabros", indicou Maduro em um ato de organização de campanha.

Principais Manchetes

Receba nossas notícias NO CELULAR

WhatsappTelegram

WHATSAPP: As regras de privacidade dos grupos são definidas pelo WhatsApp. Ao entrar, seu número pode ser visto por outros integrantes do grupo.