
A explosão de dois carros-bomba em um mercado na cidade nigeriana de Jos, ontem, deixou pelo menos 46 mortos. Segundo o delegado Chris Olakpe, além dos mortos, outras 45 pessoas ficaram gravemente feridas nos ataques cometidos na área do Novo Mercado da Abuja de Jos, capital do Estado de Plateau.
De acordo com o porta-voz do governo Pam Ayuba, a maioria das vítimas são mulheres.
A autoria do atentado ainda não foi reivindicada, mas o grupo islamita Boko Haram é ativo em Jos, uma cidade que já foi alvo de seus ataques no passado.
"A primeira bomba explodiu por volta de 15 h. A segunda foi por volta de 15h30, enquanto as pessoas se reuniam para ajudar as vítimas", disse o policial do Estado de Plateau, Chris Olakpe. "Esta é uma área muito movimentada da cidade", observou.
O presidente Goodluck Jonathan condenou as explosões, chamando os responsáveis de "cruéis e maus" e declarou em um comunicado: "O governo continua plenamente empenhado em vencer a guerra contra o terror, e este governo não será intimidado pelas atrocidades dos inimigos do progresso humano e da civilização".
Ele anunciou medidas para combater os insurgentes, incluindo uma força multinacional em torno do lago Chade, com um batalhão de cada país Chade, Níger, Camarões e Nigéria.
Atentados
Nos últimos dois anos, as atividades do Boko Haram se concentraram no nordeste da Nigéria na fronteira com Camarões, Chade e Níger onde insurgentes se movem facilmente através das fronteiras. No entanto, houve ataques recentes em outras regiões.
No mês passado, uma bomba matou pelo menos 71 pessoas em uma estação de ônibus na periferia da capital Abuja. Outra, no subúrbio de Nyanya, matou pelo menos 19 pessoas no início de maio.
E um carro-bomba matou cinco pessoas em uma rua de bares e restaurantes, na cidade nigeriana de Kano, no domingo à noite.
Sanções
A Nigéria pediu ao Conselho de Segurança da Organização da ONU a imposição de sanções contra o grupo extremista Boko Haram, responsável por uma onda de ataques mortais e pelo sequestro de cerca de 300 adolescentes. Diplomatas solicitaram ontem ao Comitê que o grupo seja adicionado à lista de organizações sujeitas ao embargo de armas e congelamento de ativos.



