Encontre matérias e conteúdos da Gazeta do Povo
Guerra

Casa Branca não vê indícios de que Kadafi saiu da Líbia

Argélia anunciou que a mulher e os três filhos de Kadafi chegaram ao país na manhã desta segunda-feira

Rebelde líbio vigia um posto de controle em Trípoli | EFE/Mohamed Messara
Rebelde líbio vigia um posto de controle em Trípoli (Foto: EFE/Mohamed Messara)
Safia Kadafi, esposa do líder líbio Muamar Kadafi, aparece ao lado dos filhos dentro de sua tenda beduína na foto registrada em 1986 |

1 de 2

Safia Kadafi, esposa do líder líbio Muamar Kadafi, aparece ao lado dos filhos dentro de sua tenda beduína na foto registrada em 1986

Carro passa em frente a prédio destruído nos confrontos entre rebeldes e forças leais a Kadafi na cidade de Zuwara, Oeste da Líbia |

2 de 2

Carro passa em frente a prédio destruído nos confrontos entre rebeldes e forças leais a Kadafi na cidade de Zuwara, Oeste da Líbia

O governo norte-americano não tem visto indicações de que Muamar Kadafi deixou a Líbia, informou a Casa Branca nesta segunda-feira.

Veja as imagens dos conflitos

"Se soubéssemos onde ele está, informaríamos às forças de oposição", disse o porta-voz da Casa Branca Jay Carney a repórteres quando questionado sobre o paradeiro do líder líbio deposto, que não é visto desde que os rebeldes tomaram a capital Trípoli, na semana passada.

Família

O Ministério de Exteriores argelino anunciou nesta segunda-feira que a primeira esposa de Muamar Kadafi, Sofia, e três de seus filhos, Anibal, Mohammed e Aisha entraram na Argélia.

Segundo um comunicado recolhido pela agência oficial de notícias argelina "APS", os familiares do deposto líder líbio entraram nesta segunda-feira às 8h45 hora local (4h45 do horário de Brasília) pela fronteira terrestre entre Líbia e Argélia.

A nota que assegura que os filhos viajavam acompanhados de suas famílias, acrescenta que o Ministério de Exteriores já informou ao secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, ao Conselho de Segurança e ao presidente do Governo rebelde, Mahmoud Jibril.

Desde a queda de Trípoli nas mãos rebeldes, há pouco mais de uma semana, o paradeiro do coronel líbio e o dos membros de sua família foi uma incógnita e levantou diversas hipóteses e rumores.

Na sexta-feira passada a agência oficial egípcia "Mena", citando uma fonte do conselho militar líbio da localidade de Gadamas, que assegurou que seis veículos, da marca Mercedes, transportaram responsáveis de alta categoria da Líbia à Argélia, e que era possível que entre eles estivessem Kadafi, e seus filhos.

No entanto, no dia seguinte o porta-voz do Ministério de Exteriores da Argélia, Amar Belani, em umas declarações recolhidas pela agência de notícias argelina APS, assegurou que "essa notícia não tem nenhum fundamento" e a negava "de maneira categórica".

No entanto, o próprio Kadafi continua em paradeiro desconhecido, assim como dois de seus filhos Seif al Islam, o rosto midiático do regime, e Hamis, que comanda a brigada que leva seu mesmo nome e que poderia estar envolvido em crimes de guerra e de lesa-humanidade, segundo denunciou nesta segunda-feira de Trípoli a organização Human Rights Watch.

Rebeldes avançam por Sirte

Forças líbias convergiram na segunda-feira na cidade de Sirte, na esperança de selar sua revolução com a captura dos últimos bastiões do governante derrubado, mas talvez ainda perigoso.

O paradeiro de Kadafi é desconhecido desde que seus inimigos invadiram Trípoli há uma semana, levando ao colapso os 42 anos do regime dele.

O Conselho Nacional de Transição (CNT) pediu à Otan que mantenha a campanha militar aérea iniciada há cinco meses, que foi crucial para impulsionar os rebeldes líbios à vitória contra Kadafi.

No domingo, pelo terceiro dia consecutivo, aviões da Otan bombardearam Sirte, na costa do Mediterrâneo, segundo um porta-voz da aliança em Bruxelas.

Kadafi nasceu em Sirte, 450 quilômetros a leste de Trípoli, em 1942. Depois de tomar o poder, em 1969, ele fez essa pacata aldeia de pescadores se transformar em uma cidade de 100 mil habitantes, que ele costumava usar em ocasiões de Estado.

Os líderes tribais de Sirte continuam a apoiá-lo. Mesmo sem estar claro se ele pretende montar uma resistência a partir de lá, a captura da cidade seria um prêmio simbólico e estratégico para os novos governantes.

A nova liderança diz que também há áreas ao sul, no meio do Saara, que ainda não estão totalmente sob seu controle.

Você pode se interessar

Principais Manchetes

Receba nossas notícias NO CELULAR

WhatsappTelegram

WHATSAPP: As regras de privacidade dos grupos são definidas pelo WhatsApp. Ao entrar, seu número pode ser visto por outros integrantes do grupo.