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A ditadura comunista da Coreia do Norte disparou cerca de dez mísseis balísticos em direção ao Mar do Japão nesta quinta-feira (29), em um novo episódio na escalada de tensões com a Coreia do Sul nas últimas semanas.
Segundo informações da agência Reuters, o Estado-Maior Conjunto da Coreia do Sul relatou que os mísseis de curto alcance foram lançados por volta da 0h30 no horário de Brasília a partir da região de Wonsan, na costa leste norte-coreana, e percorreram cerca de 250 km.
O Ministério da Defesa do Japão informou que detectou um míssil balístico que, aparentemente, não caiu dentro da Zona Econômica Exclusiva japonesa.
A Coreia do Sul convocou uma reunião de emergência do seu Gabinete de Segurança Nacional e afirmou em um comunicado que o regime de Pyongyang deve interromper os lançamentos de mísseis balísticos, que chamou de “violação grave” das resoluções do Conselho de Segurança da ONU.
O lançamento ocorre em um contexto de tensões renovadas entre os dois países. A explosão de duas minas na Zona Desmilitarizada entre o Norte e o Sul, em 21 de setembro, deixou três soldados sul-coreanos feridos.
Na semana passada, Kim Yo-jong, irmã do ditador Kim Jong-un e figura importante do regime comunista de Pyongyang, acusou Seul de efetuar disparos e emitir mensagens de advertência contra soldados norte-coreanos que realizavam trabalhos de fortificação na fronteira.
Em resposta, Pyongyang ameaçou reforçar sua postura militar na fronteira e reinstalar os alto-falantes transmitindo propaganda comunista que haviam sido desmontados no ano passado. O chefe do Estado-Maior Conjunto da Coreia do Sul, Jin Yong-sung, disse que Seul responderia com “contundência” a essas provocações.
Em agosto, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, surpreendeu o mundo ao chamar a ditadura comunista da Coreia do Norte de “inofensiva e respeitosa”, apesar de o regime de Kim Jong-un, um dos mais repressivos do mundo, estar ampliando seus testes de armas e incrementando suas parcerias militares com a Rússia, a China e o Irã, outros governos autoritários.
À época, Trump anunciou a redução “substancial” de um exercício militar conjunto com a Coreia do Sul, alegando que tal ação não era “apenas dispendiosa”, mas também enviava “um sinal totalmente inadequado e hostil a um país que, durante todo o mandato de Donald J. Trump como presidente, tem sido inofensivo e respeitoso” – em referência aos norte-coreanos.
O presidente americano também citou o fato de a Coreia do Sul não ter ajudado na guerra contra o Irã como justificativa para reduzir os exercícios militares. No mesmo mês, Trump sugeriu se reunir com Kim, hipótese que foi refutada por Pyongyang.







