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Dissidente

Chefe da diplomacia da UE responsabiliza Kremlin por envenenamento de Navalny

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Russos visitam túmulo de Alexei Navalny no segundo aniversário da morte do oposicionista russo. (Foto: Maxim Shipenkov/EFE/EPA)

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A chefe da diplomacia europeia, Kaja Kallas, disse nesta segunda-feira que o Kremlin é “plenamente responsável” pelo envenenamento, há dois anos, do líder opositor russo Alexei Navalny, e afirmou que Bruxelas “continuará usando seu regime de sanções” para cobrar responsabilidades de Moscou. “O regime da Rússia não se limita a bombardear a Ucrânia, também continua silenciando os opositores em seu próprio país”, disse a alta representante para Relações Exteriores da União Europeia em uma mensagem nas redes sociais. O líder opositor russo perdeu a vida aos 47 anos enquanto estava em uma prisão na Sibéria.

“O assassinato de opositores políticos faz parte do DNA do regime. Não é uma demonstração de força, mas uma admissão de medo”, afirmou Kallas. A também vice-presidente do Executivo comunitário acrescentou que a UE “seguirá utilizando seu regime de sanções em matéria de direitos humanos contra a Rússia para garantir a responsabilização pela repressão”.

A mensagem da chefe da diplomacia europeia chega depois que a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, se somou às condenações de outros líderes da UE devido ao anúncio de cinco países europeus – Alemanha, Reino Unido, França, Suécia e Holanda – de que chegaram à conclusão de que Navalny foi envenenado com uma toxina letal. Segundo essa investigação internacional realizada a partir de amostras colhidas de Navalny logo após sua morte em uma prisão ártica russa, o político morreu envenenado com uma toxina letal (epibatidina), presente em sapos venenosos da América do Sul.

França pede investigação independente e completa 

A França exigiu nesta segunda-feira uma investigação independente e completa para esclarecer totalmente as circunstâncias da morte de Navalny. Fontes diplomáticas informaram que o ministro das Relações Exteriores francês, Jean-Noël Barrot, se reunirá na terça-feira em Paris com a viúva de Navalny, Yulia Navalnaya, que, desde a morte do marido, continua seu trabalho político e denunciou as circunstâncias de sua morte.

O presidente francês, Emmanuel Macron, expressou nesta segunda-feira esperança de que a justiça seja feita no caso de Navalny, cuja morte, segundo enfatizou, foi “premeditada”, e apontou diretamente para a responsabilidade do Kremlin. Neste segundo aniversário da morte do líder oposicionista, o governo francês prestou em comunicado mais uma vez homenagem ao seu compromisso “com uma Rússia livre e democrática”.

O país lamentou a condenação, há um ano, de três ex-advogados de Navalny por “participação em uma organização extremista”, e enfatizou que eles estavam simplesmente cumprindo seus deveres como advogados de defesa. A França reiterou ainda seu apoio àqueles que “corajosamente” defendem as liberdades individuais e o Estado de Direito na Rússia, condenou firmemente todas as violações dos direitos humanos e pediu a libertação imediata e incondicional de todos os presos políticos.

O Kremlin rejeitou nesta segunda-feira as acusações de participação na morte de Navalny, e insiste que o oposicionista morreu de causas naturais na prisão em fevereiro de 2024. Dada a toxicidade da epibatidina e os sintomas relatados, no entanto, os cinco países europeus citados asseguraram que o envenenamento foi a causa mais provável de sua morte.

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