A China respondeu na quinta-feira aos especialistas britânicos em transplante, que acusaram o país asiático de retirar órgãos de prisioneiros executados a fim de vendê-los, afirmando que práticas similares tinham acontecido com pacientes na Grã-Bretanha.
A Sociedade Britânica de Transplantes disse na quarta-feira que havia um acúmulo de indícios sugerindo que órgãos de chineses executados estavam sendo retirados para serem vendidos sem o consentimento dos prisioneiros ou dos familiares deles.
"Quero pedir a essa organização que não se esqueça de que, alguns anos atrás, esse tipo de coisa acontecia na Grã-Bretanha", afirmou Qin Gang, porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, em uma entrevista coletiva.
Segundo Qin, era difícil entender o porquê de a entidade ter levantado essa questão agora.
Grupos de defesa dos direitos humanos criticaram o fato de a China utilizar órgãos de prisioneiros executados e o fato de seus hospitais terem aparentemente recorrido à venda de órgãos e de transplantes com o objetivo de levantar fundos.
No mês passado, o país asiático afirmou ter proibido a venda de órgãos humanos e de ter tornado mais rígidas as normas sobre transplantes, exigindo um consentimento por escrito dos doadores e limitando o número de hospitais autorizados a realizar cirurgias de transplante.



