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Divergência

China alerta que pode perder a paciência com a Síria

O porta-voz do ministério, Liu Weimin, disse que a Síria deveria agir mais rapidamente para cumprir suas promessas de reformas democráticas

O Ministério de Relações Exteriores da China indicou nesta terça-feira que sua paciência com a Síria pode estar se esgotando, apesar de o governo chinês ter rejeitado, na semana passada, uma resolução da ONU apoiada pelos países ocidentais de condenação à sangrenta repressão síria às manifestações populares.

O porta-voz do ministério, Liu Weimin, disse que a Síria deveria agir mais rapidamente para cumprir suas promessas de reformas democráticas. Durante uma reunião rotineira com a imprensa, Liu afirmou que a China se opõe à violência e "não quer ver mais derramamento de sangue, conflito e vítimas".

"Nós acreditamos que o governo sírio deveria implementar mais rapidamente suas promessas de reforma, começar a fazer avançar o mais breve possível um processo que seja mais leniente e inclusivo para todas as partes... e por meio do diálogo resolver apropriadamente as questões", declarou Liu.

Na semana passada, o presidente russo, Dmitry Medvedev, disse que os líderes da Síria deveriam deixar o poder se não puderem realizar as reformas.

Tanto a Rússia como a China foram criticados pelo Ocidente depois que uniram forças na semana passada para vetar uma resolução de países europeus no Conselho de Segurança da ONU, de condenação à Síria por suas ações contra os manifestantes pró-democracia.

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