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China

China anuncia envio de frota contra pirataria na Somália

A China enviará navios de guerra para a costa da Somália a fim de contribuir com os esforços internacionais contra a pirataria na região, informou a chancelaria do país nesta quinta-feira, ao anunciar uma operação inédita para Pequim.

Barcos da Otan realizam operações contra a pirataria na costa somali desde o final de outubro, mas não conseguiram controlar a situação, e outros países agora estão aderindo aos esforços.

Uma força multilateral resgatou na quarta-feira o navio chinês Zhenhua 4 das mãos de piratas somalis. A criminalidade nessa importante rota do comércio marítimo mundial, na ligação entre Europa e Ásia, já provocou uma elevação do custo do frete e dos seguros, exigindo dos armadores que façam percursos alternativos.

"A China está realizando preparações ativas e os deslocamentos correspondentes para enviar navios de guerra para o golfo de Aden", disse a jornalistas o porta-voz Liu Jianchao, sem entrar em detalhes.

Um jornal chinês afirmou que o governo enviaria três navios à Somália para evitar novos ataques, mas não foi possível confirmar esse dado de forma independente.

No começo do mês, um influente estrategista militar chinês, o general Jin Yinan, pediu ao governo que enviasse navios ao nordeste da África, em comentários que refletem a preocupação da China com a pirataria. Em geral, a Marinha chinesa fica confinada nos mares domésticos.

A China diz que suas Forças Armadas, dotadas de tecnologia cada vez mais avançada, servem apenas para fins defensivos. Tradicionalmente, a China mantém os soldados no seu território ou perto dele, refletindo uma doutrina de não-interferência nos assuntos de outras nações.

Mas as crescentes riqueza e influência da China levam a apelos por uma maior presença na proteção da paz mundial, mesmo que os países ocidentais se preocupem com o aumento do poderio militar chinês.

Pequim atualmente participa de operações de paz em lugares como Haiti e Sudão. Em julho, o secretário-geral da ONU, Ban Ki-Moon, elogiou a China pela ampliação de suas contribuições para missões internacionais, em termos de verbas e pessoal.

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