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Tensão no Ocidente

China pede a Trump para parar de usá-la como justificativa para tentar anexar Groenlândia

O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Guo Jiakun, disse que os EUA devem parar de usar a “ameaça chinesa” como justificativa “para buscar ganhos egoístas” (Foto: WU HAO/EFE/EPA)

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A ditadura da China pediu nesta segunda-feira (19) para que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, pare de citar a “ameaça chinesa” como justificativa para seus planos de anexar a Groenlândia, um território autônomo da Dinamarca.

“Instamos os EUA a pararem de usar a chamada ‘ameaça chinesa’ como pretexto para buscar ganhos egoístas”, disse o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Guo Jiakun, em entrevista coletiva em Pequim, segundo informações da emissora CCTV.

“A China já deixou clara sua posição em diversas ocasiões sobre a Groenlândia. O direito internacional, fundamentado nos propósitos e princípios da Carta da ONU, é a base da atual ordem internacional e deve ser respeitado”, disse o porta-voz da ditadura da China, que tem planos de anexar Taiwan, ilha que considera uma província rebelde a ser “reincorporada”.

No fim de semana, em post na rede Truth Social, Trump reiterou sua intenção de anexar a Groenlândia, alegando objetivos de segurança nacional dos Estados Unidos, e voltou a citar a China e a Rússia como responsáveis por essas preocupações.

“A China e a Rússia querem a Groenlândia, e não há nada que a Dinamarca possa fazer a respeito”, escreveu o presidente americano.

Trump anunciou que, a partir de 1º de fevereiro, vai cobrar da Dinamarca, Noruega, Suécia, França, Alemanha, Reino Unido, Holanda e Finlândia uma tarifa de 10% sobre todas as exportações desses países para os Estados Unidos, taxa que será elevada para 25% em 1º de junho.

Tal cobrança será aplicada “até que um acordo seja alcançado para a compra completa e total da Groenlândia” pelos americanos, disse o mandatário republicano.

O anúncio de Trump gerou revolta entre os países afetados, que, segundo informações da imprensa internacional, estão considerando acionar a chamada “bazuca comercial”, uma série de retaliações que poderia incluir o bloqueio parcial do acesso dos Estados Unidos aos mercados europeus e controles de exportação.

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