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Falha no material de Pequim

China se esquiva sobre eficácia de radares vendidos à Venezuela após ofensiva aérea dos EUA

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O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Lin Jian. (Foto: JESSICA LEE/EFE/EPA)

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O regime comunista da China evitou responder nesta semana a questionamentos diretos sobre a eficácia dos equipamentos militares vendidos à Venezuela após a ofensiva aérea dos Estados Unidos que resultou na captura do ditador Nicolás Maduro em Caracas.

Radares chineses, como o JY-27, integrados à rede de defesa aérea da Venezuela, não conseguiram detectar nem reagir de forma eficaz à incursão das forças dos Estados Unidos realizada no sábado (3). A falha permitiu que a operação aérea americana ocorresse sem alerta antecipado relevante, mesmo com a presença de sistemas de vigilância e baterias antiaéreas em operação no país.

Questionado sobre o desempenho desses equipamentos, o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China evitou comentar eventuais limitações técnicas das armas chinesas perante à força americana e adotou um discurso padronizado, limitando-se a condenar a ação dos EUA como “violação da soberania” venezuelana e das “normas do direito internacional”.

Os radares chineses do tipo “antifurtividade”, como o JY-27, instalados no território venezuelano, não conseguiram detectar ou impedir a incursão aérea dos EUA, mesmo operando em conjunto com sistemas russos de defesa antiaérea. A falha permitiu que aeronaves dos EUA conduzissem a operação sem alerta antecipado eficaz.

Analistas militares observaram à imprensa internacional que os equipamentos chineses dependem de suporte logístico e integração operacional com outros sistemas para cumprirem suas funções, e que a falta de manutenção e suporte técnico robusto pode ter reduzido sua capacidade de operação diante de uma ação de alta complexidade como a incursão de forças americanas.

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