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Transição política

CIA planeja estabelecer presença permanente dos EUA na Venezuela, diz emissora

MIAMI (United States), 04/01/2026.- A person wearing a Venezuelan hat and a US flag attends a demonstration in support of US military actions in Venezuela, in Florida, USA, 04 January 2026. US forces captured Venezuelan President Nicolas Maduro and his wife, Cilia Flores, in a military operation on 03 January 2026. President Maduro and his wife were transported to New York following an indictment issued by the Southern District of New York. (Nueva York) EFE/EPA/CRISTOBAL HERRERA-ULASHKEVICH (Foto: EFE/EPA/CRISTOBAL HERRERA-ULASHKEVICH)

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Os EUA avaliam estabelecer bases permanentes na Venezuela após a captura do ditador Nicolás Maduro, segundo relataram fontes familiarizadas com as conversas à CNN nesta terça-feira (27).

A Agência Central de Inteligência (CIA, na sigla em inglês) e o Departamento de Estado ficaram responsáveis pelo planejamento da operação.

Apesar de estar sendo estudado o retorno das relações diplomáticas entre Caracas e Washington, o governo Trump provavelmente dependerá muito do serviço de inteligência para iniciar o processo de transição política no país e manter alguma estabilidade no período pós-Maduro, disseram as fontes.

Uma das primeiras ações avaliadas é justamente preparar o terreno para esforços diplomáticos – incluindo a construção de relacionamentos com os moradores locais – a fim de garantir a segurança e estabilidade social.

A curto prazo, funcionários dos EUA podem operar a partir de uma base da CIA, antes da abertura de uma embaixada oficial, o que lhes permitiria começar a fazer esse contato informal com membros de diferentes facções do regime venezuelano, com representantes da oposição e outras partes que podem se tornar ameaças.

“A criação de um anexo é a prioridade número um. Antes dos canais diplomáticos, o anexo pode ajudar a estabelecer canais de ligação, que serão com a inteligência venezuelana e permitirão conversas que os diplomatas não podem ter”, disse um ex-funcionário do governo dos EUA.

Dias depois da captura de Maduro e sua esposa, Cilia Flores, o diretor da CIA, John Ratcliffe, se reuniu com a ditadora interina Delcy Rodríguez na Venezuela. Na ocasião, segundo a CNN, o representante de Trump discutiu as potenciais oportunidades de colaboração econômica entre os países e alertou que a Venezuela não pode mais ser um refúgio seguro para os adversários dos EUA, "especialmente os narcotraficantes”.

Outras ameaças que serão monitoras no país sul-americano é o da Rússia, China e Irã, que expandiram sua influência na América Latina por meio de acordos comerciais e de cooperação na última década.

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