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O supertufão Champi, chamado de “ciclone monstro” devido a força alcançada nos últimos dias, perdeu intensidade nesta quinta-feira (22), mas ainda representa uma ameaça para áreas do leste da Ásia. O sistema chegou a registrar ventos sustentados de 296 km/h, marca que o colocou entre os ciclones tropicais mais fortes de 2026, e agora se desloca pelo Pacífico em direção a Taiwan e ao Japão.
Segundo dados do Centro Conjunto de Alerta de Tufões dos Estados Unidos (JTWC), os ventos sustentados do Champi estavam em cerca de 213 km/h nesta quinta-feira, ainda equivalentes a um furacão de categoria 4. A previsão indica enfraquecimento gradual nos próximos dias, à medida que o sistema avance sobre águas mais frias.
Apesar da perda de força, o ciclone monstro deve provocar chuva intensa, ventos fortes e condições perigosas no mar. A trajetória ainda apresenta algum grau de incerteza, o que dificulta determinar com precisão quais áreas terão os maiores impactos.
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Champi atingiu ventos de 296 km/h e chegou à categoria 5
A intensidade máxima foi registrada na terça-feira (20), quando o Champi atingiu ventos sustentados de 296 km/h. O valor corresponde à categoria 5 na escala Saffir-Simpson, utilizada para classificar a intensidade dos furacões.
O sistema também apresentou uma estrutura bastante organizada, com um olho de grandes dimensões no centro da circulação. Esse olho corresponde à área central do ciclone, onde os ventos podem ser relativamente mais calmos, cercada pela chamada parede do olho, região que concentra algumas das condições mais severas da tempestade.
Dados reunidos pelo sistema de monitoramento da ONU e da Comissão Europeia mostram que o Champi alternou entre as categorias 4 e 5 durante o período de maior intensidade. O pico de 296 km/h foi registrado quando o sistema ainda estava sobre o Oceano Pacífico, longe de grandes áreas continentais.
A velocidade também colocou o Champi no topo dos registros de 2026. O sistema chegou a empatar com outro ciclone que alcançou 296 km/h no ano, embora a pressão atmosférica mínima seja outro parâmetro usado pelos meteorologistas para avaliar a força de uma tempestade.
O termo “supertufão” é utilizado para sistemas tropicais do noroeste do Pacífico que atingem ventos sustentados de pelo menos 241 km/h, de acordo com o critério adotado pelo JTWC. O nome tufão, por sua vez, é usado para ciclones tropicais formados nessa região do planeta.
Taiwan se prepara para a chegada do ciclone monstro
O principal ponto de atenção agora é Taiwan. O Champi deve passar próximo da ilha entre sexta-feira (23) e sábado (24), embora os modelos meteorológicos ainda apresentem diferenças sobre a trajetória exata do sistema.
A previsão do JTWC indica que o ciclone seguirá para noroeste antes de mudar gradualmente de direção. Os dados mais recentes apontam para uma redução progressiva da velocidade dos ventos, mas ainda com potencial para provocar condições severas.
Em Taiwan, a preparação inclui alertas para chuva forte, ventos e mar agitado. Mais de 150 voos foram cancelados nesta quinta-feira, enquanto serviços de balsas foram suspensos e atrações turísticas chegaram a ser fechadas diante da aproximação do fenômeno.
As projeções também indicam possibilidade de volumes expressivos de chuva nas regiões montanhosas do norte e do nordeste da ilha. Além do risco de alagamentos, a combinação de chuva intensa com relevo acidentado aumenta a possibilidade de deslizamentos.
O mar também deve permanecer bastante agitado. Ondas elevadas podem atingir áreas costeiras e representar risco para embarcações e para pessoas que estiverem próximas do litoral durante a passagem do sistema.
O ciclone Champi pode chegar ao Brasil?
Apesar da dimensão e da força alcançadas pelo Champi, não há previsão de que o ciclone monstro afete o Brasil. O sistema está no Pacífico Ocidental e sua trajetória projetada permanece concentrada entre Taiwan, o entorno do arquipélago japonês e outras áreas do leste asiático.
A tendência é que o Champi continue perdendo força ao encontrar águas mais frias. O monitoramento do JTWC aponta que os ventos devem cair progressivamente nos próximos dias, com o sistema deixando de apresentar características de um supertufão.
Ainda assim, a passagem pela região de Taiwan exige atenção. Mesmo quando um ciclone perde intensidade, ele pode manter áreas extensas de chuva, ventos fortes e ondas perigosas. Além disso, pequenas alterações na trajetória podem modificar os locais mais afetados.
Depois de passar pela região de Taiwan, as projeções indicam que o Champi deverá seguir em direção ao Japão. O sistema pode continuar enfraquecendo durante esse deslocamento e, posteriormente, perder as características de um ciclone tropical.
A evolução da tempestade continuará sendo acompanhada pelas agências meteorológicas, principalmente porque a previsão de trajetória pode sofrer ajustes conforme o Champi se aproxima das áreas habitadas.



