
Barack Obama e John McCain gastaram juntos US$ 94 milhões no mês de agosto, o que equivale a cerca de R$ 172 milhões. Quase todo esse dinheiro foi usado em uma dúzia de estados americanos onde as pesquisas mostram que ainda não há uma preferência clara dos eleitores entre o democrata ou o republicano.
Os relatórios financeiros das campanhas, que tinham de ser entregues até a meia-noite de sábado, mostraram que mais da metade dos gastos cerca de US$ 3 milhões (R$ 5,4 milhões) por dia foram direcionados para campanhas publicitárias, cada vez mais agressivas de ambos os lados.
Os dois candidatos tiveram em agosto o melhor mês de arrecadação. Obama conseguiu US$ 65 milhões e McCain, US$ 47,5 milhões, de acordo com os relatórios entregues. O candidato democrata terminou o mês com mais dinheiro em caixa: tinha US$ 77 milhões depositados no banco, contra US$ 27 milhões de McCain no final de agosto.
Ao contrário de Obama, McCain aceitou US$ 84 milhões de dinheiro público para os dois últimos meses de campanha. Depois que anunciou Sarah Palin como candidata a Vice-Presidente na chapa republicana, McCain conseguiu mais US$ 9 milhões nos três dias seguintes.
Nos gastos com publicidade, Obama supera McCain. O democrata investiu US$ 33 milhões em propaganda em agosto, enquanto McCain gastou US$ 23 milhões. Obama direcionou boa parte do dinheiro para os estados-chave, de voto indefinido, e para os estados tipicamente republicanos, como o Alaska e a Geórgia. Já McCain aumentou seus gastos com equipe de campanha, cerca e US$ 1,2 milhão, além de US$ 3 milhões com viagens.
No total, os gastos de Obama foram maiores e ficaram em US$ 53,5 milhões, enquanto que a campanha de McCain desembolsou US$ 41milhões.
A pouco mais de um mês das eleições, os gastos ganham muita importância, já que as duas campanhas buscam influenciar o eleitor com propaganda e concentram os esforços para mobilizar organizações nos estados indefinidos para registrar e mobilizar novos eleitores.



