Encontre matérias e conteúdos da Gazeta do Povo
EUA

Colégio público de Nova York terá clínica de reabilitação

Numa resposta aos altos índices de abuso de substâncias entre os estudantes, o colégio William Floyd High School, de Mastic Beach, em Long Island, abrigará a clínica a partir de agosto

Uma clínica de reabilitação para abuso de drogas e álcool será aberta numa escola pública do ensino médio em Nova York, a primeira do tipo no estado e possivelmente nos Estados Unidos.

Numa resposta aos altos índices de abuso de substâncias entre os estudantes, o colégio William Floyd High School, de Mastic Beach, em Long Island, abrigará a clínica a partir de agosto.

Ela será administrada pela rede de centros de reabilitação Daytop Treatment Services, sem custo para o distrito escolar. A clínica fornecerá aconselhamento, mas não poderá ministrar metadona nem outras drogas.

"O distrito escolar está sendo incrivelmente pró-ativo", disse a diretora de programas da Daytop, Caroline Sullivan. "Outras escolas podem ter programas de prevenção, mas essa é uma opção de tratamento pleno com tratamento feito no local."

O abuso de substâncias "aumentou exponencialmente" entre os 3.200 estudantes da escola e houve 38 audiências disciplinares relacionadas ao abuso de drogas e de álcool nos últimos dois anos, de acordo com os documentos apresentados pela Daytop ao estado de Nova York.

A organização Partnership for a Drug-Free America disse que em todos os EUA há 19 "colégios de ensino médio sóbrios", significando que o corpo discente todo está ou em recuperação ou prometeu manter-se longe do álcool e das drogas.

Em Long Island, a clínica desse colégio de ensino médio típico é a primeira do tipo de Nova York e, aparentemente, não existem outras como essa no país, disse um porta-voz da Daytop.

Entre os clientes da clínica, estarão os estudantes que quiserem se tratar, os indicados pela escola para receberem o tratamento no lugar da suspensão e os alunos que, por ordem de um juiz, tiverem de ser tratar. Professores e funcionários não saberão quais estudantes estão envolvidos no programa, desenvolvido especialmente para jovens.

"Há pouquíssimos programas específicos para os jovens", afirmou Sullivan, apesar do fato de "os adolescentes começarem a usar muito mais cedo".

Sullivan disse que Daytop espera que programas similares sejam adotados por outras escolas com os mesmos problemas.

Você pode se interessar

Principais Manchetes

Receba nossas notícias NO CELULAR

WhatsappTelegram

WHATSAPP: As regras de privacidade dos grupos são definidas pelo WhatsApp. Ao entrar, seu número pode ser visto por outros integrantes do grupo.