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Esquerda x direita

Colômbia responde a tarifas do Equador com taxas sobre mais de 50 produtos

Governo do esquerdista Gustavo Petro vai aplicar retaliação ao Equador, que havia taxado produtos colombianos devido à falta de cooperação contra o narcotráfico (Foto: Presidência da Colômbia/EFE)

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O governo colombiano divulgou nesta sexta-feira (23) uma lista com mais de 50 produtos equatorianos que serão taxados em 30%, em resposta a uma medida similar que entrará em vigor no Equador em 1º de fevereiro para importações da Colômbia.

Entre os produtos sujeitos à tarifa, estão itens alimentícios como feijão, arroz, banana-da-terra, óleos e açúcar, além de pneus, calçados, tubos de alumínio, cilindros e botijões de gás, álcool etílico e inseticidas, entre outros, segundo o Ministério do Comércio, Indústria e Turismo.

“A decisão contempla a aplicação de uma tarifa ad valorem de 30% a 23 linhas tarifárias, subdivididas em 73 subposições, correspondentes a produtos originários do Equador”, afirmou o ministério em comunicado à imprensa.

O presidente equatoriano, Daniel Noboa, anunciou na quarta-feira (21) que imporá uma tarifa de 30% sobre produtos colombianos devido a uma suposta falta de reciprocidade na cooperação contra o narcotráfico. A Colômbia respondeu impondo uma tarifa da mesma porcentagem sobre mais de 50 produtos equatorianos.

“Entre janeiro de 2023 e outubro de 2025, o volume importado desses produtos atingiu 683.825,8 toneladas”, acrescentou o ministério, cuja titular, Diana Marcela Morales, explicou ontem que as tarifas são um “instrumento transitório destinado a restabelecer as condições de equilíbrio comercial”.

“Quando esse quadro é modificado unilateralmente e as condições comerciais preexistentes são afetadas, o Estado colombiano tem a obrigação de agir para corrigir a alteração e proteger seu setor produtivo, garantindo o equilíbrio comercial”, afirmou Morales.

O governo colombiano indicou que as importações sujeitas à tarifa totalizam aproximadamente US$ 250 milhões anualmente e que a medida poderá ser estendida “a um grupo mais amplo” de produtos após análise técnica.

“Essas medidas não têm a intenção de agravar as tensões ou afetar permanentemente a relação comercial entre os países. São instrumentos legítimos para corrigir desequilíbrios e preservar condições de câmbio justas e previsíveis”, acrescentou a ministra.

O anúncio de Noboa surpreendeu a todos na última quarta-feira, quando ele anunciou no X que o Equador aplicaria uma “taxa de segurança de 30% sobre as importações da Colômbia” devido à falta de cooperação no combate ao narcotráfico na fronteira.

“Temos insistido no diálogo, mas nossas forças armadas continuam a enfrentar grupos criminosos sem qualquer cooperação”, afirmou Noboa.

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Conteúdo editado por: Fábio Galão

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