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O governo da Colômbia suspendeu nesta quinta-feira (22) a venda de energia elétrica ao Equador para dar prioridade à sua “soberania energética”, logo após o presidente equatoriano, Daniel Noboa, anunciar uma tarifa de 30% sobre os produtos colombianos, alegando falta de apoio na luta contra o narcotráfico.
O Ministério de Minas e Energia colombiano expediu uma resolução “pela qual se suspendem as Transações Internacionais de Eletricidade (TIE) entre Colômbia e Equador, como uma medida preventiva orientada a proteger a soberania e a segurança energética do país, em um contexto marcado pela variabilidade climática e pelos alertas precoces sobre uma possível transição para um novo fenômeno El Niño”.
“Continuamos acreditando na integração energética e no diálogo entre povos irmãos. No entanto, as condições atuais, tanto energéticas quanto comerciais, não permitem manter as transações internacionais de eletricidade sem colocar em risco o abastecimento nacional”, declarou em comunicado o ministro de Minas e Energia, Edwin Palma.
Durante a crise energética vivida pelo Equador devido à seca entre 2023 e 2024, a Colômbia chegou a duplicar seus envios de eletricidade ao país vizinho para ajudar a mitigar os apagões diários.
Segundo o Ministério de Minas e Energia colombiano, a decisão de suspender a venda de eletricidade ao Equador “busca garantir o abastecimento interno diante da variabilidade climática e da projeção de diminuição de energia firme no Sistema Interconectado Nacional”.
“O dever do Estado é garantir, acima de tudo, que os lares, a indústria e os serviços essenciais da Colômbia contem com energia segura e confiável. Esta é uma decisão responsável, preventiva e soberana”, alegou o ministro.
Apesar de o comunicado não mencionar diretamente o anúncio surpresa feito na quarta-feira (21) por Noboa, a decisão de suspender as vendas de eletricidade ocorre um dia após a notícia da imposição tarifária.
O presidente equatoriano afirmou ontem que será aplicada “uma taxa de segurança de 30% às importações provenientes da Colômbia” pela “falta de reciprocidade e ações firmes” deste país no combate ao narcotráfico.
Conteúdo editado por: Fábio Galão





