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Entrevista ao Financial Times

“Colônia da China”: Flávio Bolsonaro critica Lula por afastar os EUA e defende nova política para o Brasil

O senador e pré-candidato à Presidência do Brasil pelo Partido Liberal (PL), Flávio Bolsonaro, falou sobre relação do Brasil com EUA e China em entrevista ao Financial Times (Foto: EFE/ André Coelho)

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O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), candidato ao Planalto, defendeu em entrevista ao jornal britânico Financial Times nesta terça-feira (7) que o Brasil precisa "urgentemente" de uma mudança política, ao falar sobre sua candidatura à Presidência.

Em um trecho da reportagem, ele afirmou que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) trata o país como uma "colônia da China" e criticou o afastamento proposital do petista em relação ao governo dos EUA, liderado por Donald Trump.

Nas palavras do senador, o país é "a solução" para que Washington não dependa mais de Pequim em terras-raras e minerais críticos, segundo afirmou na CPAC (Conservative Political Action Conference).

"O presidente Lula erra ao fechar as portas para os EUA e simplesmente abrir o Brasil como se fosse uma colônia chinesa", afirmou à publicação.

O senador foi descrito pelo Financial Times como um candidato competitivo e "menos agressivo" que o pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro e o irmão, o ex-deputado federal Eduardo, que foi a principal aposta de sucessão política da família até o ano passado.

Na visão de Flávio, o Brasil carece de um governo "mais jovem, moderno e com mais energia", algo que, para ele, o presidente Lula não pode mais suprir, visto que suas ideias "estão ultrapassadas".

O jornal destaca que, apesar do tom mais moderado, Flávio mantém propostas semelhantes às defendidas pelo pai. Um dos pontos de convergência está ligado à segurança: ele defende a redução da maioridade penal para 14 anos em crimes como homicídio e estupro.

A reportagem frisou que Flávio será testado como nunca antes ao enfrentar uma disputa presidencial e lembrou a corrida para a prefeitura do Rio de Janeiro em 2016. "Sua campanha para prefeito do Rio em 2016 foi um desastre: em um debate, ele quase desmaiou e teve que desistir. Ele acabou ficando em quarto lugar".

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