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"El Mencho"

Como foi a operação militar que matou o maior narcotraficante do México

Soldados da Guarda Nacional do México patrulham loja de conveniência atacada por criminosos neste domingo (22). (Foto: EFE/Francisco Guasco ARCHIVO)

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A operação militar realizada pelo Exército mexicano neste domingo (22) que resultou na morte do narcotraficante Nemesio Oseguera Cervantes, conhecido como “El Mencho”, fundador e líder do Cartel de Jalisco Nova Geração (CJNG), seguiu rígido planejamento e mobilizou grupos especiais do país e do exterior.

A investida ocorreu na região de Tapalpa, no estado de Jalisco, e contou com trabalho de inteligência e cooperação com autoridades dos Estados Unidos, segundo fontes oficiais. O governo americano mencionou o emprego de uma divisão especializada em combate de cartéis de drogas.

Segundo informações dadas pelas autoridades, o objetivo inicial era capturar “El Mencho”, um dos criminosos mais procurados do mundo, que estava sob escolta de comparsas quando ocorreu o confronto com forças de segurança.

Durante o tiroteio, ele foi gravemente ferido e morreu posteriormente durante o traslado aéreo para a Cidade do México, capital do país, para onde seria levado a fim de receber atendimento médico. A ação deixou também mortos e feridos entre integrantes do cartel, além de militares lesionados, e levou à apreensão de armamento e veículos.

A ofensiva foi considerada um dos golpes mais significativos contra o narcotráfico no México, sendo o CJNG uma das mais poderosas e violentas organizações criminosas do país, com atuação internacional, rivalizando com outros grandes cartéis mexicanos.

Embaixadas alertam cidadãos após caos gerado pela morte de “El Mencho”

Logo após a confirmação da morte de “El Mencho”, o país registrou uma onda de violência, com bloqueios de estradas, veículos incendiados e confrontos armados em diferentes regiões, especialmente no oeste e no norte do México.

Autoridades locais ativaram protocolos de emergência e pediram que a população permanecesse em locais seguros diante da escalada de ataques atribuídos a membros do cartel.

Diante do cenário de instabilidade, embaixadas estrangeiras, incluindo a dos Estados Unidos, emitiram alertas de segurança orientando seus cidadãos, turistas ou moradores, a se abrigarem e evitarem deslocamentos.

Os avisos mencionaram operações de segurança em andamento, bloqueios de vias e riscos de novas ações criminosas em estados como Jalisco, Baixa Califórnia e Quintana Roo e outros destinos turísticos importantes. As representações de Canadá, Argentina, Alemanha, França, Polônia e Rússia também emitiram alertas de segurança para seus cidadãos no México.

Companhias aéreas cancelaram dezenas de voos para cidades mexicanas. O transporte público e serviços de aplicativos foram suspensos em regiões afetadas pela onda de violência, que inclui bloqueios de estradas e incêndios de veículos.

Embora a morte do líder do CJNG representa um marco na guerra contra o narcotráfico, especialistas e autoridades avaliam que a ofensiva tende também a provocar disputas internas e novas ondas de violência, como já observado em operações anteriores contra chefes do crime organizado no México.

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