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Armas de baixo custo

Como funcionam os novos “drones low-cost” que os EUA estrearam na guerra com Irã

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O secretário de Guerra dos EUA, Pete Hegseth. (Foto: SAMUEL CORUM/EFE/EPA/POOL)

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O governo dos Estados Unidos estreou durante os ataques em curso contra o Irã seu novo drone de ataque de baixo custo LUCAS (Low-Cost Uncrewed Combat Attack System), um tipo de aeronave não tripulada projetada para localizar alvos e se destruir no momento do impacto.

Lançado pelo Pentágono no ano passado e fabricado pela empresa americana SpektreWorks, o modelo é baseado no conceito dos “drones suicidas”, que também são utilizados pelo regime do Irã. Esses drones servem para serem lançados em direção a uma área específica, permanecer sobrevoando o local em busca de um alvo e, quando ele é identificado, mergulhar para um ataque final, sem retorno. Cada unidade do drone LUCAS custa cerca de US$ 35 mil (aproximadamente R$ 184 mil), valor muito inferior ao de armamentos tradicionais, como mísseis de cruzeiro ou aeronaves não tripuladas mais complexas.

Segundo o Comando Central dos EUA (Centcom), os drones LUCAS foram operados na ofensiva em curso contra o Irã pela Task Force Scorpion Strike, unidade militar especial criada para acelerar a adoção de tecnologias de baixo custo nas forças armadas americanas. Em publicação nas redes sociais, o comando afirmou que esta é a primeira vez que drones de ataque de uso único são empregados pelos Estados Unidos em combate.

O LUCAS pode ser disparado a partir de catapultas, plataformas móveis em veículos ou sistemas de decolagem assistida por foguete, o que amplia sua utilização em diferentes cenários de combate. O LUCAS também pode ser integrado a softwares capazes de controlar e coordenar vários drones ao mesmo tempo. Na prática, isso permite que os militares lancem diversas aeronaves simultaneamente, que podem voar de forma coordenada em direção à mesma área de operação, ampliando a capacidade de ataque e dificultando a interceptação pelos sistemas de defesa do inimigo.

O drone possui semelhanças com o Shahed-136, drone suicida desenvolvido pelo regime do Irã e amplamente utilizado em conflitos como o da Rússia na Ucrânia. Esse tipo de arma tem ganhado destaque nos últimos anos por permitir ataques relativamente baratos e em grande escala.

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