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Para entender

Como o novo mapa da Antártida revela segredos sob 4 km de gelo?

Antártida tem novo mapeamento desenvolvido por pesquisadores. (Foto: Wikimedia Commons )

Cientistas utilizaram tecnologias de radar para criar um mapeamento inédito do relevo subglacial da Antártida, revelando montanhas e cânions profundos escondidos sob quilômetros de gelo. A descoberta ajuda a prever o impacto das mudanças climáticas no nível do mar e o futuro do planeta.

O que foi descoberto escondido sob o gelo da Antártida?

Pesquisas recentes revelaram que a Antártida não é apenas um bloco de gelo plano e uniforme. Sob uma camada que chega a quatro quilômetros de espessura, existe um relevo vibrante e complexo. O novo mapa detalha cadeias de montanhas inteiras, planaltos e cânions subglaciais gigantescos que antes eram desconhecidos ou apenas suposições científicas.

Como os cientistas conseguiram enxergar através de camadas tão grossas de gelo?

A técnica principal utilizada foi o radar antártico operado por aviões e satélites. Funciona assim: ondas de rádio são emitidas, atravessam o gelo e batem na rocha sólida lá embaixo. Ao medir o tempo que o sinal leva para voltar, os especialistas conseguem calcular a espessura exata da camada congelada e desenhar o formato preciso do terreno rochoso que está escondido.

Por que o formato do solo embaixo do gelo é tão importante?

O relevo influencia diretamente a velocidade com que as geleiras deslizam em direção ao oceano. Se o solo for inclinado ou tiver canais naturais (cânions), o gelo flui mais rápido. Entender essa 'geografia invisível' é fundamental para criar modelos matemáticos que digam com que rapidez o gelo vai derreter e quanto o nível global do mar pode subir nos próximos anos.

O mapa revela algo sobre o passado da Terra?

Sim, as montanhas e estruturas geológicas encontradas guardam pistas de milhões de anos atrás. Elas ajudam a reconstruir a história de quando a Antártida fazia parte do supercontinente Gondwana, antes de ser isolada pelo frio. O mapeamento funciona como uma cápsula do tempo, conectando os movimentos das placas tectônicas antigas com a configuração atual do continente.

Qual é o principal benefício dessa descoberta para o futuro?

Além de melhorar as previsões climáticas, o mapa orienta onde futuras missões devem perfurar o gelo para instalar sensores ou estudar lagos subglaciais. Ele reduz as incertezas científicas sobre como o continente reagirá ao aquecimento global, transformando a Antártida em uma peça-chave para compreendermos as mudanças ambientais que afetarão todas as regiões costeiras do mundo.

Conteúdo produzido a partir de informações apuradas pela equipe de repórteres da Gazeta do Povo. Para acessar a informação na íntegra e se aprofundar sobre o tema leia a reportagem abaixo.

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