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Para entender

Como os diamantes conseguem chegar à superfície da Terra sem virar grafite?

Cientistas desvendam a partir de estudo como os diamantes chegam à superfície terrestre. (Foto: Edgar Soto | Unsplash)

Pesquisadores da Universidade de Oslo e de Southampton revelaram que erupções vulcânicas ultrarrápidas, impulsionadas por gases, transportam diamantes do manto terrestre para a superfície a 130 km/h, evitando que as pedras se transformem em grafite durante a jornada de 150 quilômetros.

Onde os diamantes são formados e por que eles são encontrados na superfície?

Os diamantes nascem no manto terrestre, uma camada profunda abaixo da crosta, sob pressões e calores extremos. Eles chegam até nós através de 'elevadores' naturais chamados kimberlitos. Essas estruturas vulcânicas raras capturam as pedras e as transportam rapidamente para cima. Se essa subida fosse lenta, o calor transformaria o diamante em grafite, o mesmo material usado em lápis.

Qual é a velocidade desse transporte e o que garante tamanha força?

O magma que carrega as pedras preciosas pode viajar a impressionantes 130 km/h. Estudos recentes mostram que essa força vem de uma mistura química específica: o magma precisa ser menos denso que as rochas ao redor para flutuar e subir. Além disso, elementos como água e dióxido de carbono agem como combustíveis, garantindo que o material deslize pelas fendas das rochas com facilidade.

Qual é o papel do dióxido de carbono nesse processo explosivo?

O dióxido de carbono (CO2) funciona como o motor da explosão. Conforme o magma se aproxima da superfície, a pressão diminui e o gás se separa do líquido, criando uma pressão gigantesca. Esse fenômeno, chamado desgaseificação, empurra o magma para fora da terra com força total. Sem uma quantidade mínima de carbono, o magma ficaria preso nas profundezas e jamais se tornaria uma erupção.

Por que essas erupções vulcânicas de diamante são consideradas raras?

Essas erupções não ocorrem em qualquer lugar; elas dependem de condições químicas perfeitas e do movimento das massas de terra. Cientistas descobriram que o fenômeno geralmente acontece milhões de anos após a quebra de supercontinentes. Além disso, as 'chaminés' por onde o magma sobe só são encontradas em partes muito antigas e estáveis dos continentes.

Como essa descoberta científica ajuda na busca por novas pedras?

Entender o mecanismo químico e geológico permite que mineradores saibam exatamente onde procurar. Ao mapear áreas de continentes antigos que passaram por processos de separação de massas de terra no passado, a exploração torna-se muito mais precisa. Além do valor comercial, o estudo de fragmentos de rochas trazidos pelo magma ajuda cientistas a entenderem como o interior do nosso planeta funciona.

Conteúdo produzido a partir de informações apuradas pela equipe de repórteres da Gazeta do Povo. Para acessar a informação na íntegra e se aprofundar sobre o tema leia a reportagem abaixo.

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