Os casos revelados nos últimos dias sobre funcionários chineses que usaram identidades falsas para comprar dúzias em alguns casos até centenas de imóveis expuseram o mercado negro de documentos oficiais que existe na China. Os casos receberam uma cobertura extensa na imprensa estatal chinesa, que associou os escândalos com a corrupção policial, num momento em que as novas autoridades chinesas lançaram uma campanha anticorrupção e ainda não se sabe qual será seu alcance.
O último caso de fraude foi do funcionário do Departamento de Segurança Pública de Lufeng (província de Cantão, no sudeste do país) Zhao Haibin, que utilizou uma identidade falsa para adquirir 192 propriedades imobiliárias, segundo publicou ontem o jornal cantonês Nanfang Daily.
De acordo com a publicação, apesar de ser um agente da ordem pública, Zhao contava com um documento de residência ("hukou") falso que o credenciava como empresário e residente na cidade de Shanwei. Zhao já tinha se desfeito de muitas das propriedades, que seu irmão se encarregou de pôr à venda depois da abertura de uma investigação sobre suas atividades, afirmou o jornal.
Nos últimos dias foram divulgados vários casos similares em que funcionários falsificaram documentos para adquirirem um número de propriedades incompatível com seus salários oficiais.



