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Oriente Médio

Confirmada vitória do Kadima nas eleições israelenses

O partido Kadima, do primeiro-ministro interino de Israel, Ehuld Olmert, venceu as eleiçoes desta terça-feira, mas a vitória não foi como esperada e o recém-criado partido não conquistou a maioria das cadeiras no Parlamento. Com 99,5 % das urnas apuradas, o Kadima ficou com 28 das 120 vagas.

O Partido Trabalhista, de centro-esquerda, vai ter 20 deputados. O ultra-ortodoxo Shas, que defende a interferência da religião no Estado, ficou com 13 assentos. O ultra-nacionalista Yisrael Beiteinu veio em seguida com 12. O Likud, antigo partido de Ariel Sharon e do premier interino Olmert, foi o grande derrotado nas urnas. Ficou em quinto lugar e viu sua bancada no Parlamento ser reduzida para 11 deputados.

O índice de abstenção foi alto, de 37%, o maior da história de Israel. Apesar disso, Ehuld Olmert demonstrou satisfação com os resultados das urnas e disse estar disposto a negociar com a Autoridade Palestina a retirada de colônias israelenses da Cisjordânia.

Os votos que ainda não foram apurados (0,5%), segundo a comissão, correspondem aos emitidos por membros do Exército. O anúncio final da contagem dos sufrágios deverá ser feito nos próximos dias.

Nesta quarta-feira, o deputado árabe-israelense Abdel Malek Dahamshe, do partido Ra'am-Ta'al (Lista Árabe Unida), expressou seu apoio a um futuro governo encabeçado pelo líder do Kadima, Ehud Olmert.

- Olmert tem um poderio imenso no Parlamento e este incluirá os partidos árabes, que lhe estenderão uma rede de segurança - disse o deputado islâmico em declarações à edição eletrônica do jornal "Ha'aretz".

Nestas eleições, a Lista Árabe Unida, de dois, passou a ter quatro deputados no Parlamento. Já os outros dois partidos árabes, o Hadash (Frente pela Igualdade) e o Balad (Assembléia Nacional Democrática), obtiveram três assentos cada.

Segundo os resultados, o primeiro-ministro interino, Ehud Olmert, pode precisar dos dez deputados árabes para garantir a estabilidade de seu governo, já que seus aliados mais afins só lhe garantem 59 das 120 cadeiras do Parlamento israelense (Knesset).

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