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A maioria das 32 vítimas dos combates desta semana no norte do Quênia foi enterrada em valas comuns nesta quarta-feira. A forte seca que atinge o país provoca tensões e disputas por terras e de água. A seca fez com que milhões de quenianos buscassem alternativas para alimentação, e ataques ao gado de tribos rivais são uma forma de repor rebanhos atingidos pela falta de água. Os confrontos de ontem foram entre as tribos Samburu e Pokot.

"Esta é a pior seca em nove anos. Estamos à beira de um desastre", disse Brenda Barton, porta-voz do Programa Mundial de Alimentos da Organização das Nações Unidas (ONU). Barton disse que as pessoas levam seu gado por centenas de quilômetros em busca de pasto e água. "O gado está morrendo, as pessoas estão tirando seus filhos da escola e os índice de subnutrição estão subindo", disse ela.

Raphael Letimao, legislador do distrito leste dos Samburus, disse que o governo organizou enterros em massa para os 21 Samburus mortos no ataque de ontem. Já os 11 Pokots mortos foram levados a um necrotério, já que o enterro conjunto de pessoas de tribos rivais é considerado um tabu. Os mortos incluem mulheres e crianças, e dezenas de pessoas ficaram feridas, disse Letimao.

Os confrontos entre tribos nômades na região que abrange o norte do Quênia, Uganda, o sul do Sudão e a Etiópia são comuns. Mas os ataques tornaram-se mais letais na medida em que o guerreiros adquiriram armas modernas.

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