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Egito

Confrontos na Praça Tahrir no Cairo causam 2 mortes

Na manhã deste domingo, embates ao redor do Ministério do Interior egípcio causaram pelo menos 15 feridos, entre manifestantes e policiais

Polícia tenta dispersar os manifestantes na Praça Tahrir com gás lacrimogêneo | EFE / Mohamed Omar
Polícia tenta dispersar os manifestantes na Praça Tahrir com gás lacrimogêneo (Foto: EFE / Mohamed Omar)

Ao menos duas pessoas morreram neste domingo (20) nos confrontos entre a Polícia e os manifestantes na Praça Tahrir do Cairo, informou à Agência Efe uma fonte dos serviços de segurança egípcios.

Além dos óbitos, há registros de dezenas de feridos, a maioria sem gravidade. O saldo da violência é consequência da retomada de controle do local pelos manifestantes, que instantes antes haviam sido retirados à força pelos agentes de segurança, que por alguns minutos conseguiram dispersar a multidão e controlar a Praça Tahrir.

Os confrontos registrados na manhã deste domingo ao redor do Ministério do Interior egípcio, muito perto da Praça Tahrir causaram pelo menos 15 feridos, entre manifestantes e policiais.

Confrontos na Praça Tahrir

Os manifestantes contrários à Junta Militar egípcia recuperaram o controle da Praça Tahrir, no Cairo, após a retirada das forças de segurança, que queimaram as barracas instaladas no local, disseram testemunhas à Agência Efe.

Um dos ativistas presentes, Walid al Sayed, explicou que os manifestantes estão voltando a colocar barreiras para restringir o acesso à praça e que cada vez chegam mais pessoas para se unir ao protesto.

Polícia dispersa com manifestantes

No começo da tarde deste domingo, agentes das tropas de choque da polícia egípcia começaram a dispersar pelo uso da força os manifestantes da Praça Tahrir do Cairo, o que motivou novos confrontos.

Testemunhas contaram à Agência Efe que as forças de segurança entraram em tanques lançando gás lacrimogêneo, ao mesmo tempo em que dispararam com armas carregadas com balas de borracha.

As emissoras de televisão árabes veicularam imagens que mostram a polícia retomando o controle do centro da praça, enquanto os manifestantes recuaram em direção à Praça Abdelmonem Riyad, junto ao Museu Egípcio, e à sede da Liga Árabe, próxima ao rio Nilo.

Nessas imagens é possível ver também policiais batendo com cassetetes nos manifestantes, que respondem atirando pedras.

As tropas de choque estão queimando as barracas que haviam sido instaladas no centro da praça, tomada no sábado por centenas de manifestantes que protestam contra a Junta Militar que dirige o país desde a queda de Hosni Mubarak, em fevereiro.

Em meio aos enfrentamentos, um grupo de cerca de dez pessoas começou a rezar enquanto as pedras caíam ao seu lado.

A pouco mais de uma semana para que comecem as eleições legislativas no Egito, cresce o descontentamento no país, onde milhares de pessoas protestaram na sexta-feira contra uma proposta do governo que reserva uma série de prerrogativas à Junta Militar no contexto da elaboração da futura Constituição.

Muitos desses manifestantes retornaram no dia seguinte a Tahrir para tomar a praça e enfrentar as forças de segurança para exigir a saída do marechal Hussein Tantawi, que preside a Junta Militar egípcia.

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