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Conservadores da Suprema Corte indicam apoio à regra eleitoral defendida por Trump

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Juízes conservadores da Suprema Corte dos EUA indicaram apoio à regra eleitoral defendida por Trump sobre voto pelos correios. (Foto: Mr. Kjetil Ree/Wikimedia Commons)

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Juízes conservadores da Suprema Corte dos Estados Unidos demonstraram nesta segunda-feira (23), durante audiência em que analisam um caso sobre a contagem de votos enviados pelo correio, apoio a argumentos defendidos pelo governo do presidente Donald Trump e pelo Partido Republicano para impedir que sejam contabilizadas cédulas que chegam aos centros de apuração depois do dia da eleição.

O caso foi apresentado à Suprema Corte pelo Comitê Nacional Republicano (RNC), que contesta a lei do Mississippi que permite contar votos enviados pelo correio até cinco dias após o dia da eleição. O governo Trump apoia a ação e afirma que a lei federal exige que todos os votos sejam recebidos até a data oficial da votação.

Durante a audiência desta segunda, o juiz conservador Samuel Alito afirmou que permitir a contagem de votos enviados pelos correios que chegam ao centro eleitoral após o fechamento das urnas pode prejudicar a confiança no resultado. Segundo ele, quando o resultado muda dias depois por causa da chegada de novos votos, eleitores podem passar a duvidar da legitimidade da eleição.

Por sua vez, o juiz conservador Brett Kavanaugh também demonstrou preocupação com o que chamou de “aparência de fraude”, ao afirmar que regras que permitem a chegada tardia de votos podem gerar desconfiança mesmo quando não há irregularidades comprovadas. O juiz conservador Neil Gorsuch afirmou que há consenso entre democratas e republicanos de que o voto precisa ser concluído até o dia da eleição enquanto o juiz conservador Clarence Thomas levantou dúvidas sobre a interpretação atual das regras eleitorais.

A decisão que for tomada neste caso pode afetar leis de pelo menos 14 estados e do Distrito de Columbia, onde existe prazo extra para a chegada de votos pelo correio. Em alguns casos, o prazo adicional também vale para militares e eleitores que vivem no exterior.

A Suprema Corte deve tomar uma decisão sobre o caso até o final de junho. Caso confirme o entendimento defendido pelos republicanos, os estados poderão ser obrigados a contar apenas votos recebidos até o dia da eleição, o que pode mudar a forma como disputas apertadas são definidas nos Estados Unidos.

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