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As primeiras propostas apresentadas na conferência climática de Copenhague para a ampliação do mercado global do carbono devem abrandar as regras sobre como os responsáveis pelos projetos teriam de provar que seus cortes de emissões são mais incisivos do que as tendências normais.

A conferência de Copenhague, que vai até 18 de dezembro, discute as diretrizes de um futuro tratado climático que substitua o Protocolo de Kyoto a partir de 2013.

Pelo chamado Mecanismo de Desenvolvimento Limpo do Protocolo de Kyoto, os países ricos podem ganhar créditos para a emissão de carbono quando pagarem por reduções em emissões dos países em desenvolvimento. Esse sistema movimentou 6,5 bilhões de dólares no ano passado.

Muitos países desejam ampliar esse modelo para tentar chegar aos 100 a 300 bilhões de dólares anuais que serão necessários para que os países em desenvolvimento reduzam significativamente suas emissões de gases-estufa.

Além disso, muitos fomentadores de projetos nesse mercado do carbono se queixam de que as regras para comprovar o caráter "adicional" das suas emissões são onerosas demais.

A proposta em discussão cita "uma lista positiva de setores para os quais critérios conservadores poderiam ser usados a fim de avaliar a adicionalidade, inicialmente para projetos de pequena escala em energia renovável e eficiência energética, como uma alternativa ao uso da (atual) ferramenta de adicionalidade".

Propõe também a "consideração e desenvolvimento de uma base e de metodologias de monitoramento que sejam aplicáveis a certos setores" - um código para uma nova abordagem de redução do carbono, que se aplicaria a setores inteiros, como a geração de energia, e não a projetos individuais de energia eólica e outros tipos.

Quatro organizações de desenvolvimento lançaram na quinta-feira um grupo de defesa para promover os benefícios sociais, econômicos e ambientais do comércio de carbono nos países menos desenvolvidos.

O Corpo de Defesa do Desenvolvimento do Carbono é formado pelo Programa de Desenvolvimento da ONU, pela entidade SouthSouthNorth, pela alemã GTZ e pela empresa certificadora de créditos de carbono The Gold Standard.

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