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Sul-coreanos assistem ao ditador norte-coreano, Kim Jong Un, em discurso durante o desfile militar da Coreia do Norte em Pyeongchang, em uma estação de Seul, Coreia do Sul, em outubro de 2020.
Sul-coreanos assistem ao ditador norte-coreano, Kim Jong Un, em discurso durante o desfile militar da Coreia do Norte em Pyeongchang, em uma estação de Seul, Coreia do Sul, em outubro de 2020.| Foto: EFE/EPA/JEON HEON-KYUN

As autoridades da Coreia do Norte informaram nesta terça-feira (17) a detecção de mais de 232 mil casos de covid-19 no país e, pelo terceiro dia seguido, recusaram a assistência da vizinha Coreia do Sul, o que indica que o regime de Pyongyang parece disposto a buscar ajuda apenas com China ou Rússia.

O centro de prevenção epidemiológica norte-coreano divulgou ainda o registro de seis mortes decorrentes da infecção pelo novo coronavírus. Ao todo, desde a confirmação da presença do patógeno no país, uma semana atrás, foram contabilizados um total de 62 vítimas da covid-19.

Segundo informações oficiais, já são 1,71 milhão de pessoas que contraíram desde o início da propagação do novo coronavírus as "febres" (termo que a Coreia do Norte utiliza para casos suspeitos, devido à baixa capacidade de testagem).

O regime norte-coreano ainda divulgou que 1,02 milhão de pessoas se recuperaram da infecção e que 691.170, atualmente, estão sob tratamento.

Na Coreia do Norte, o governo não adquiriu vacinas e chegou a recusar uma doação de quase 5 milhões de doses oferecida no ano passado. Portanto, não existe um plano nacional de imunização contra a covid-19.

Até o momento, 7,1% da população local foi infectada pelo novo coronavírus em menos de um mês. A incidência é mais alta na capital, Pyonyang, e em cidades com mais alta atividade econômica, como Nampo (oeste), Kaesong (sul) e Rason (nordeste).

As mortes registradas até o momento, em maioria, cerca de 40%, são de pessoas com mais de 60 anos. Já um terço das vítimas tinham menos de 20.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) expressou preocupação pela falta de vacinas e pelo fato de grande parte da população sofrer com problemas prévios de saúde. A agência da ONU pediu que o regime norte-coreano repassasse informações detalhadas sobre a situação. Também ofereceu ao país asiático "apoio técnico e fornecimento de testes, diagnósticos, medicamentos essenciais e vacinas", segundo o diretor-geral da organização, Tedros Adhanom Ghebreyesus.

Segundo a agência estatal de notícias KNCA, o ditador da Coreia do Norte, Kim Jong Un, presidiu uma reunião com o alto escalão do governo, em que foram analisadas respostas inadequadas de "funcionários do partido e órgãos estatais" do país.

O próprio Kim falou de "imaturidade" e "atitudes negativas" ainda no início da crise sanitária na Coreia do Norte. "O tempo é vital", garantiu o líder, que ainda defendeu um novo sistema de emergência máxima no país.

Segundo a KCNA, foram mobilizados 3 mil militares para garantir a distribuição de medicamentos e 1,4 milhão de funcionários de órgãos de saúde pública, assim como estudantes e professores de medicina.

O governo da Coreia do Sul indicou que, pelo terceiro dia consecutivo, o vizinho ignorou tentativa de agendamento de reunião e envio de ajuda incondicional. Vários veículos de imprensa informaram que aviões norte-coreanos foram abastecidos com suprimentos em aeroportos da China, enquanto os regimes de Rússia e Coreia do Norte entraram em acordo pelo envio de ajuda.

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