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Falência

Correios dos Estados Unidos correm o risco de parar

Chirac não compareceu a audiência | Sebastien Nogier/AFP
Chirac não compareceu a audiência (Foto: Sebastien Nogier/AFP)

Pressionados por uma queda de 18% no volume de correspondência só nos últimos dez anos e por uma folha de pagamento que hoje consome 80% de sua receita, o Serviço de Correios dos EUA está prestes a quebrar.

Em audiência ontem no Se­­nado, a estatal pediu autorização para demitir 120 mil de seus 574 mil funcionários – ou 20% de um quadro que já havia encolhido 26% de 2001 para cá.

Segundo reportagem do jornal The New York Times, a empresa pode ficar sem caixa para pagar empregados e combustível para seus veículos já em janeiro ou fevereiro, fechando as portas.

Antes disso, porém, há expectativa de um calote de US$ 5,5 (R$ 8,8 bilhões) no seguro-saúde de funcionários aposentados, cuja conta vence no fim deste mês. "Se o Congresso não fizer nada, daremos calote", disse o diretor do USPS (sigla para Ser­­viço Postal dos EUA), Patrick Donahoe, ao New York Times.

Donahoe pediu ao Senado permissão para demitir e fechar 10% das agências.

A crise na empresa estatal se agravou com a popularização da internet, que passou a substituir os Correios tanto na troca de correspondências pessoais como na mala direta.

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