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Exploração mineral

Corrida do ouro cresce nos Andes argentinos

A produção argentina de ouro pode dobrar nos próximos anos com o pico de exploração mineral vivido pelo país, apesar da forte oposição de grupos ambientalistas.

Pequenas empresas de mineração estão comprando lotes ao longo da cordilheira dos Andes na Argentina em busca de jazidas de ouro, na expansão de uma indústria que até pouco tempo tinha uma presença limitada em um país conhecido por sua carne e seus vinhos.

O elevado preço internacional dos metais e a desvalorização da moeda local em 2002 foram os principais fatores que levaram os investidores a considerar a Argentina como destino de seus projetos.

Contudo, muitas organizações ambientalistas criticam o desenvolvimento destes planos e argumentam que o projeto destrói o meio-ambiente regional. Por outro lado, denunciam que os investidores estrangeiros se envolvem na política e não contribuem com as comunidades locais.

``Não há apenas uma questão ambiental'', disse Luis Manuel Claps, editor do site nomasorosucio.org, que critica a atividade mineira. ``Estes projetos de grande escala não beneficiam as pessoas que vivem na região. Queremos que as empresas saiam de lá'', acrescentou.

As mineradoras respondem que não podem arriscar perder seu financiamento com o não cumprimento de medidas para proteger o meio-ambiente e que a ignorância sobre a indústria é a principal razão da oposição aos projetos.

GRANDES INVESTIMENTOS

Os investimentos na atividade de mineração na Argentina atingiram a soma recorde de 1,3 bilhão de dólares em 2006 e o governo estima que a cifra atinja 6 bilhões de dólares em 2010.

O país figurava em 2005 como o décimo-oitavo produtor mundial de ouro, segundo a consultoria de metais preciosos GFMS.

A Câmara Argentina de Empresários Mineiros (CAEM) disse que em 2006 entraram no país 424 milhões de dólares provenientes de exportações do metal, diante de 111 milhões de dólares em 2005, devido ao aumento dos preços e ao aumento da produção, que deve subir nos próximos anos.

As principais minas de ouro da Argentina são Veladero; Pascua Lama, da canadense Barrick Gold; Bajo de la Alumbrera, controlada pela suíça Xstrata; e Cerro Vanguardia, operada por AngloGold Ashanti.

Vários empreendimentos menores e a exploração das ladeiras andinas ao longo da cordilheira argentina se somam a uma sensação de febre do ouro no país.

Os líderes da atividade de mineração reconhecem a forte oposição que existe contra a indústria em várias províncias como Chubut e Mendoza, mas se mostram confiantes nos investimentos recebidos pelo setor e apontam um crescimento a longo prazo.

``Apesar dos problemas e dores de cabeça que continuaremos tendo nos próximos dois ou três anos, este é um setor com uma capacidade de desenvolvimento muito grande'', disse Martín Dedeu, presidente da CAEM.

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