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Em Alajuela

Costa Rica adota modelo de Bukele e inaugura megaprisão para criminosos perigosos

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Uniformes expostos no Centro de Alta Contenção contra o Crime Organizado (Cacco), megaprisão de segurança máxima inaugurada nesta quarta-feira (14) em Alajuela, na Costa Rica. A unidade foi inspirada no modelo adotado pelo presidente de El Salvador, Nayib Bukele, para combater o crime organizado e o narcotráfico. (Foto: Alexander Otarola/EFE)

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A presidente da Costa Rica, Laura Fernández, inaugurou nesta quarta-feira (14) uma megaprisão de segurança máxima inspirada no modelo adotado pelo presidente Nayib Bukele em El Salvador. A unidade, construída na cidade de Alajuela, a cerca de 25 quilômetros da capital San José, tem capacidade para 5.100 presos e será destinada principalmente a integrantes de organizações criminosas e detentos considerados de alta periculosidade.

Batizado de Centro de Alta Contenção contra o Crime Organizado (CACCO), o presídio custou US$ 35 milhões (cerca de R$ 178 milhões) e conta com cinco módulos que podem receber 1.020 presos cada um. A estrutura possui câmeras de vigilância, monitoramento permanente e controles reforçados de entrada e saída. As primeiras transferências de detentos estão previstas para ocorrer no fim deste mês.

Durante a inauguração, Fernández afirmou que a nova unidade representa uma mudança na política de segurança do país.

"O CACCO fará com que os criminosos que aterrorizam o país enfrentem um novo modelo. E sim, um modelo de mão dura", declarou a presidente, que prometeu transformar a Costa Rica em uma referência internacional em segurança penitenciária.

Veja como é a nova prisão:

A construção da prisão foi iniciada durante o governo do ex-presidente Rodrigo Chaves, que buscou apoio de El Salvador para desenvolver o projeto. Em dezembro de 2025, Chaves visitou Bukele e conheceu o Centro de Confinamento do Terrorismo (Cecot), a megaprisão salvadorenha utilizada para manter integrantes de gangues presos sob um regime de segurança rigoroso. O governo de Bukele forneceu o projeto da estrutura à Costa Rica.

A inauguração ocorre em meio ao avanço do narcotráfico e ao aumento da violência na Costa Rica, país que durante décadas registrou índices de criminalidade inferiores aos de outros países da América Central. Em 2023, foram contabilizados 905 homicídios, o maior número da história do país. Em 2024, houve 876 assassinatos, e em 2025 foram registrados 873. Segundo as autoridades costarriquenhas, cerca de 70% dos homicídios estão relacionados ao narcotráfico e ao crime organizado.

O governo afirma que a nova prisão ajudará a impedir que chefes de organizações criminosas continuem comandando atividades ilegais de dentro das cadeias.

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