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Refugiadas

Crianças sírias trabalham e deixam a escola

Relatório da ONU aponta que crianças refugiadas no Líbano e na Jordânia estão se tornando as principais provedoras de suas famílias

Acampamento de refugiados sírios no Líbano, onde uma grande parcela de crianças trabalha | Mohamed Azakir/Reuters
Acampamento de refugiados sírios no Líbano, onde uma grande parcela de crianças trabalha (Foto: Mohamed Azakir/Reuters)

Um crescente número de criança sírias refugiadas no Líbano e na Jordânia têm se tornado as principais provedoras de suas famílias, que não têm recursos para sobreviver, mostra relatório da agência de refugiados da Organização das Nações Unidas (ONU).

O documento de 61 páginas do Alto Comissário da ONU para Refugiados (Acnur) destaca as condições de vida das crianças, que crescem em famílias fragmentadas, deixam de frequentar a escola e cada vez mais saem para trabalhar para ajudar no sustento das famílias no exílio.

Mais de 2 milhões de sírios fugiram de suas casas por causa do conflito em seu país e buscaram abrigo em países como Jordânia, Líbano, Turquia e Iraque. Pelo menos metade desses refugiados, ou 1,1 milhão, são crianças. Dessas, cerca de 75% tem menos de 12 anos, diz o relatório do Acnur.

Crianças de sete anos passam longas horas em trabalhos manuais nos campos, fazendas e lojas em troca de salários baixos, muitas vezes sob condições perigosas e de exploração, afirma o documento. No extenso campo de refugiados de Zaatari, na Jordânia, a maioria das 680 pequenas lojas emprega crianças, diz o Acnur.

No Líbano, centenas de crianças refugiadas – muitas delas meninas com menos de 12 anos – são apanhadas diariamente em dezenas de assentamentos informais de refugiados que se espalham pelo Vale do Bekaa e áreas fronteiriças ao norte. Elas são transportadas em caminhões e levadas para os campos, onde trabalham por seis a oito horas, recebendo até 6 mil libras libanesas (menos de R$ 10) por dia. Muitas dessas crianças também caem nas mãos de gangues criminosas especializadas em explorar as vítimas mais vulneráveis do conflito.

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